Reticente Enigma em Ambígua Reticência
Dois instáveis pontos
E um ponto terceiro
Reticente enigma em ambígua reticência
Suposta metáfora em metafórica palavra
Estigma marcado em a.d.u.l.t.e.r.a.d.a. pele
Assim inclemente é soletrado o verbo
Assim insolente é dissolvido o sonho
Assim se ergue demente o mundo
Enquanto por dentro
Arde
Esventrante o fogo
Enquanto por dentro
Corrói
Cáustico o ácido
São acesos cânticos Irrompendo em rumor
São vulcânicas vozes Expelindo em trova
A lava
O rancor
Assim convulso Estremece o corpo
E em convulsão Se lamina o verso
Como perfurante lâmina sobre pérfida palavra
Como mágoa amolada num retorcido fuso
Como parte partida de enegrecida parte
Como frágil verdade do sonho sem textura
São vielas estreitas
Atalhos enlouquecidos
Indignos lugares
Grilhetas de gelo
A insanidade trespassa
Esparso o laço que constrange
Deslaçado o nó que restringe
Longo é o ponto que rasga
«Da reticência descende tua dor»
________________________________________________________
(Declamação)
.
Submited by Giraldoff
Poesia :
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Comentários
Reticente Enigma em Ambígua Reticência
Olá amigo Gi,
Neste teu magnífico poema
As palavras têm corpo
Assumem formas, todas elas marcantes
Ou com a intenção de deixarem marcas
Elas cortam e sangram
Queimam e ardem
Corroem e dissolvem-se
Elas ferem e são feridas
Na demanda, questionam razões
E procuram-se
Na indefinição, constroem respostas
E encontram-se.
Excelente
Abraço
P/Nunomarques
Sangram as palavras no sangue do poeta
São sempre generosas as tuas
Abraço
Gi
Um duplo prazer, ler-te e ouvir-te declamar ...
Beijo
Nanda
p/Nanda
Agradeço tua constante presença e palavras
Bjo.
Parabéns!
A expressividade do verbo, cru, concreto, realista
num poema muito bem conduzido de principio ao fim.
Gostei da declamação.
Parabéns!
Abraços e espero tua generosa visita a minha página e meus humildes versos
Jorge Humberto
p/JorgeHumberto
Agradeço tua presença, palavras
e tua referência à declamação :)
(obrigado por teres ouvido)
Abraço
Há vezes que um ponto
Há vezes que um ponto terceito equilibra dois pontos intáveis, posto traz o medo e cada qual reconhece seu valor,
há momentos que um ponto terceiro substitui a parte frágil do ponto já apagado, tornando-se então dois pontos estáveis e,
há vezes que um ponto terceiro confirma a mágoa de dois pontos que há muito nada mais são que dois pontos apenas, formando com o terceiro
a reticência do o que será, que será...
Adorei, parabéns, amigo poeta!
beijinhos
p/Daniele Dallavecchia
Todo o ponto marca um rumo
assim como todo o rumo é um enigma reticente
Bom te reencontrar em minha escrita
Numa profunda e interessante reflexão
Bjo.
Um mistério incerto Uma
Um mistério incerto
Uma palavra suposta que duvida
Uma marca em doída alma
Assim cruelmente se desfaz o verbo no sonho.
Que o sonho traz ao mundo
Por dentro o verbo
Que arde e destrói
A trova que queima…
Palavras acesas ditas
A explosão
A ira
Assim tudo me doí
Em lagrimas, tudo cai…
Como pisado sonho.
Agora são labirintos
Os que percorro na busca
Passou da insanidade
Desordenados afectos envergonhados
Limitados são os laços
Porquê ?
Da reticencia nasceu a continuação e dela,
A espera, que pergunta,
Uma poesia de dor, com variados sentimentos descritos
A dúvida, confusão.
Que parece ser continuada pelas reticências…
Adoro sempre a tua poesia, as palavras encaixam-se.
E a declamação sem dúvida, foi uma das que mais gostei!
Da pra sentir a mudança dos sentimentos na tua voz.
Beijo
!
p/MariaButterfly
O verso guarda a dor que no verso se guarda.
Como incerto mistério, como marcado designio.
São sempre belas tuas palavras.
Agradeço também a referência à declamação,
que sempre ensaio, mesmo que nem sempre a publique.
Bjo.