Súplica pela Ignorância da Existência

Preciso viver a farsa de todos os dias,
Esculpir um faz de conta de que você inexiste.
Preciso encarar a verdade todos os dias,
Entender que tudo faz que você resista.

Às vezes penso:
Como seria bom, “si” naquele dia,
Não tomasse por conta que existira você.
Mas nada parece resolver essa inquietude.

Às vezes luto, enluto,
Tentando te matar nos pensamentos,
Buscando te enterrar dos sentimentos.
Mas nada parece dissolver aquela plenitude.

Sei que percorre nessas entranhas,
Um vasto, constante, incessante,
Um amor tão profícuo,
Um amor tão profundo,
Um amor tão puro.

Sei que perambula nessas estradas,
Um lastro, pulsante, vibrante,
Um sentir tão humano,
Um sentir tão insano,
Um sentir tão profano.

Tantas vezes acreditei, retomei, perdoei,
Tantas vezes chorei, sonhei, desencantei,
Tantas vezes me entreguei, te supliquei,
Tantas vezes te amo, te amei, te amarei?

 

MARTINS, S. M.

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Miércoles, Julio 6, 2011 - 07:27

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

unapoetisa

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Comentarios

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unapoetisa!

Lindo seu poema, cheio de amor!

Meus parabéns, gostei muito,

Marne

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Agradecida...

Agradecida Marne querido!

Sabes que teu comentário é sempre muito bem vindo, pois sempre nos motiva a escrever e postar sempre mais!

Bjs

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