Ecos de um Passado

Penso em ti,
nas horas escassas do entardecer
arrisco enlouquecer
por saber
que não te consigo imaginar...
vivamente,
inadequadamente,
junto a mim.
Lá longe é onde permaneces
no sonho que em menina perdi.
És o meu sistema solar
que aos poucos se escasseia
escurecendo uma vida que foi mais tua que minha.

Então porque choro?
A coragem de escrever o teu nome
em uma pedra a todos marca com o abandono
com medo de ditar o fim de uma era.
A quem rogas que o faça?

Apenas o vazio nos preenche
não quero chorar ao relembrar uma realidade anterior
em que os sons dos teus passos
ressoavam pelo nosso caminho,
hoje dão lugar a uma lágrima urgente de saudade.

A vontade de aqui permanecer vem do profundo
saber que um dia a magia voltará a nos juntar
para sempre...
por escassos momentos,
fecho os olhos...
vejo o sorriso de menino incompreendido que trajavas
permito-me sentir uma dor que quero afogar com toda
a maldade que nos rodeia.

Pertences a uma realidade paralela onde o mundo
é belo visto aos teus olhos.
todos são livres, os prados são verdes,
os caminhos longos e largos
e cada gargalhada tua ressoam ecos de um passado que chegam a nós.

JS
 

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Martes, Septiembre 13, 2011 - 22:54

Poesia :

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JoanaSilva

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Comentarios

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Gostei muito deste poema de

Gostei muito deste poema de amor, embora não seja algo de extraodinário sente-se a nostalgia nestas tuas palavras.

Abraço, Angelofdeath.

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OLÁ, posso te dizer que

Não se trata de um poema de amor, e sim um desabafo acerca de situações diversas que por vezes nos assombram o caminho.
obrigada.

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