Se eu fosse só eu
Se as minhas dúvidas caíssem
Sobre os fardos de palha
Onde me deito
Quando na terra
Visito os altares de renome
E m’encontro
No meio de todas as lutas
E de todos os pontos
Que me fazem acabar
No meio da escuridão
Se as minhas raízes
Continuassem a descer
Sobre o ventre da terra
E quisessem saber
Das dores de um parto
A colher o sémen
De todas as colheitas
Se eu fosse só eu
Nada me faria largar
O meu eco antigo
A rasgar
As entranhas cristalizadas
Das cavernas
Onde guardo os olhos
Se eu fosse
Uma gota disseminada
A cair-te do alto
Pranto onde se guardam
As dores alheias
Estaríamos os dois
A furar as portas blindadas
De um céu que cedeu
E se fez horizonte
Nas nossas madrugadas
(2010)
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Viernes, Diciembre 9, 2011 - 11:19
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