CIPRESTE

 

Um dia eu vou morrer
E todos vão me esquecer
Não sei se rápido ou lentamente
Mas vou ser esquecido
Numa lembrança perdida ao vento
Numa lágrima que cai sem razão
Numa noticia num canto de mural escolar
Em alguma recordação vã de um ex-aluno idoso
Em algum site de busca da internet
Em algum site de poesia, se ainda existir poesia nesse dia
Em um livro empoeirado em algum canto por ai
E talvez nos parentes remanescentes que sobreviverem
Ah, eu for ser esquecido sim, mas será que eu mesmo vou esquecer-me de mim?
Espero que não, pois vivi a vida toda na contramão da minha existência
Lutando para não perder a essência, ser referência e também incidência                                                                            
Apesar da insistência de muitos eu lutei até as minhas últimas forças
Eu fiz tudo errado tentando fazer certo, eu fui louco em demasia, eu respirava poesia
Eu chorava de alegria e tristeza, eu me emocionava sem motivo nenhum ou certeza
E dos meus olhos vertiam lagrimas que me assustavam e me encantavam em sincronia
Eu disse coisas impensadas, eu tentei me encontrar, eu tentei amar, eu banhei nu no mar
E escrevia poesias entre um ou outro jato de água fria e entre uma vida quase vazia
Ah, eu escrevia poesias sim, de fato, inexato, a todo o momento, num insight, numa fuga lúdica
Ah, eu escrevi poesias, muitas, eu as relia, eu me surpreendia... ah, ou será que eu apenas sonhava.

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Viernes, Febrero 3, 2012 - 00:16

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