ENCURRALADOS

Por entre a floresta densa e majestosa
caminhamos perdidos
envoltos num turbilhão de sensações
neste complexo labirinto
onde o nosso sentir, sente, pesarosamente
a irracionalidade das nossas emoções.

Neste labirinto, encurralados nos nossos pensamentos
deambulamos como loucos
procurando a todo o custo
a porta da saída.

A cada procura dessa porta
dessa nesga
por onde consigamos vislumbrar a luz
andamos às voltas
nesta densidade quase asfixiante
neste arvoredo
que não nos deixa respirar.

Cegos, nesta imensidão de emoções
neste corropio que nos corrói as entranhas
somos arrastados impiedosamente
a um beco sem saída.

Rasguemos as fronteiras de nós
entremos dentro do nosso sentir
cortemos as teias da inquietação
que nos amarram a este labirinto
nos prende e tolhe a razão
não nos deixando ver a luz
a porta, da nossa libertação.

Mário Margaride "GIL60"-18-02-2012
 

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Domingo, Febrero 19, 2012 - 18:27

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Comentarios

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Gil, Parabéns!

Gil, parabéns! meu amigo poeta. Um poema muito bem delineado e atual. Um prazer para meus olhos!

Abraços meus
Jorge Humberto

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Caro amigo e poeta Humberto

Caro amigo e poeta Humberto. É sempre um prazer saber que aprecias os meus poemas.

Obrigado, pelo comentário.

Abraço forte!

 

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