O CACILHEIRO

 

 

Com o seu fato laranja,
Cinta branca cingindo cós,
De umas calças negras alcatrão,
De pneus
Ornadas, à altura dos joelhos,
E, à ilharga,
Em ambos os flancos, duas
Amplas portas, cercadas
De tubos brancos, tipo grade;

Piso duplo,
Salteado de cadeiras
Milimetricamente dispostas,
Nos vários sentidos, e
Escadaria interior,
Com corrimão de segurança,
E nos ombros nus (a meio)
Uma casota;

O Histórico Cacilheiro,
Põe na cabeça feltro preto,
Encimado por um tubulado
De boca larga,
Deixando para trás,
O Antigo cais,
Naquele seu modo gingão de caminhar,
Por sobre as águas do Tejo.

 

In Fotogravuras I
Jorge Humberto

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Sábado, Febrero 25, 2012 - 14:39

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Jorge Humberto

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Obrigado, meu caro Marne,

Obrigado, meu caro Marne,

por tua apreciação a meus versos. Uma das coisas que mais saudades tive, de meu Portugal, quando vivi no Brasil,
foi o de estar junto ao cais do rio Tejo, vendo os barcos Cacilheiros, indo e vindo de uma à outra margem. Agora já não existem mais Cacilheiros, conforme os detalhei neste meu poema, agora são barcos mais sofisticados e rápidos, que não têm a mesma contemplação a meus olhos e de muitos mais.

Abraço meu
Jorge Humberto

 

Imagen de MarneDulinski

Cacilheiro!

Lindo gostei muito, meus parabéns!

Um abraço,

Marne

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