“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
Máscaras sagradas de defuntos farsi Persas,
Muitos pela boca morrem, os peixes senhor …

Os peixes surdos.

Joel Matos (Dezembro 2022)

http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com

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Viernes, Noviembre 24, 2023 - 10:01

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“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
Máscaras sagradas de defuntos farsi Persas,
Muitos pela boca morrem, os peixes senhor …

Os peixes surdos.

Joel Matos (Dezembro 2022)

http://joel-matos.blogspot.com
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“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

“Falar é ter demasiada consideração pelos outros”

Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
Máscaras sagradas de defuntos farsi Persas,
Muitos pela boca morrem, os peixes senhor …

Os peixes surdos.

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Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
Máscaras sagradas de defuntos farsi Persas,
Muitos pela boca morrem, os peixes senhor …

Os peixes surdos.

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Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
Máscaras sagradas de defuntos farsi Persas,
Muitos pela boca morrem, os peixes senhor …

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Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

Em metal Augusto, me sabe a sal rosa sulfúreo,
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Fácil é fingir que ouvimos e q’nos ouvem
Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
Simples e fórmulas visíveis, demasiado
Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

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Falar, é ter outros em excessiva conta,
Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
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Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
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Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

Fingindo que ouço ouvindo o que eu disse,
Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

Esta dor assumida e sucinta, a fome viva
Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

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Quando não querem perceber q’calando,

Falam pra não passar despercebidos,
Como pensam ter sido compreendidos
Nada dizendo que conte concreto, como

Vou fingindo que digo centímetro, dizendo
Metro, falando uma língua que ninguém
Fala, por gestos poucos, vêm falar d’mortos

Comuns inda q’sejam pra mim símbolos, códigos
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Oculto s’tou eu dos olhos, à vista d’todos,

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Fedendo de falso e da fala com q’digo,
Esfolo dizendo mato, grave digo aguda

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Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

Erguida eu cabisbaixo, na rua ao lado onde
Vive realmente gente, não desta triste,
Nem sempre vinha, nem sempre mosto

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Semelhante a gula, sumida sucumbida
A fala, a farsa, má língua grega e a casaca

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Vive realmente gente, não desta triste,
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