Sal Marinho, lágrimas de mar.

Eu próprio sou, não aquilo que perdi,
Mas aquele que perto de ser não foi,
Fingi “de sê-lo”, fugi do quer que seja
Narrável, simples dói, mas nã`tanto

E a queda, mais suave impede-me
Cair parado na minha capacidade
Limitada e finita, aliás um baixio
Nas águas que secaram da Núbia,

Sendo agora o Nilo que me empurra,
Chuva parada, porque não ele-eu,
Pois não sou eu quem fala, mas outro
Que nem eu próprio sou, que s’cuto

Com o pensamento, mas o instinto,
Assim como uma mesa grand’posta
Com tudo quanto sinto ou senti, grito
Assim como se me tocassem do além,

O aço nem é tão frio, o brilho alucina
De forma que eu próprio sou e sinto,
Dor agonia, contentamento descontente,
Descontinuado ou continuamente,

Perto do fim céus marfins, montes claros,
À minha frente pacato, um regato
Descreve a espaço que separa do mar
Os meus ramos magros, sal marinho,

Lágrimas de mar…

Jorge Santos 25 Outubro20/25

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Sendo agora o Nilo que me

Sendo agora o Nilo que me empurra,
Chuva parada, porque não ele-eu,
Pois não sou eu quem fala, mas outro
Que nem eu próprio sou

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Sendo agora o Nilo que me

Sendo agora o Nilo que me empurra,
Chuva parada, porque não ele-eu,
Pois não sou eu quem fala, mas outro
Que nem eu próprio sou

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Sendo agora o Nilo que me

Sendo agora o Nilo que me empurra,
Chuva parada, porque não ele-eu,
Pois não sou eu quem fala, mas outro
Que nem eu próprio sou

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