Pierrot

Pierrot extemporâneo,
adornado como cristal de Murano,
buscou o nababesco
e o desenho burlesco
no "Resplendor" em Arabesco.

Pouco se importou
com o zurro da malta,
que na baixa
e na cidade Alta,
pediu sua cabeça
como adereço
da ala "dos sem apreço".

Desfilou suas alegorias,
fingiu suas alegrias,
gozou suas orgias
e no fim, quando amanheceu,
nem o espelho o reconheceu.

Pierrot sem Colombina,
sem lantejoula, sem purpurina.
Só uma tristeza, dobrando a esquina.

Submited by

Lunes, Noviembre 30, 2009 - 14:16

Poesia :

Sin votos aún

fabiovillela

Imagen de fabiovillela
Desconectado
Título: Moderador Poesia
Last seen: Hace 9 años 37 semanas
Integró: 05/07/2009
Posts:
Points: 6158

Comentarios

Imagen de RobertoEstevesdaFonseca

Re: Pierrot

O amor para ser amor, tem que ser triste.

Para ser poesia, tem que ter tristeza.

(Assim fala o Poetinha Vinícius).

A história destas entidades mitológicas usa e abusa da tristeza. É uma lição de vida.

Parabéns,
um abraço,
REF

Imagen de cecilia

Re: Pierrot

Pai,
Estou torcendo que esta tristeza faça parte somente da tua poesia, e não de teu coração.

Bjs

De sua filha

Imagen de MarneDulinski

Re: Pierrot

LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
Meus parabéns,
MarneDulinski

Em tempo: De repente aparecerei no seu blog, não para te
espantar, mas sim para me encantar, com toda certeza!

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of fabiovillela

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Videos/Poesía As Cidades e as Guerras - A Canção de Saigon 0 19.661 11/20/2014 - 15:05 Portuguese
Videos/Poesía As Cidades e as Guerras - A Canção de Bagdá 0 22.876 11/20/2014 - 15:02 Portuguese
Videos/Poesía As Cidades e as Guerras - A Canção de Sarajevo 0 19.177 11/20/2014 - 14:58 Portuguese
Poesia/Dedicada Negra Graça Poesia 0 5.965 11/20/2014 - 14:54 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Final - O Contrato Social 0 8.497 11/19/2014 - 21:02 Portuguese
Poesia/Dedicada A Pedra de Luz 0 6.702 11/18/2014 - 15:17 Portuguese
Poesia/Amor Chegada 0 5.488 11/16/2014 - 15:33 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XIX - A Liberdade Civil 0 8.822 11/15/2014 - 22:04 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XVIII - A teoria da Vontade Geral 0 10.728 11/15/2014 - 22:01 Portuguese
Poesia/Dedicada Partidas 0 6.556 11/14/2014 - 16:13 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XVII - A transição para a Liberdade Civil 0 9.140 11/14/2014 - 15:06 Portuguese
Poesia/Amor Diferenças 0 4.565 11/13/2014 - 21:25 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XVI - A Liberdade Natural 0 6.655 11/12/2014 - 14:46 Portuguese
Poesia/Amor Tramas 0 4.115 11/11/2014 - 01:47 Portuguese
Poesia/General A mulher que anda nua 0 6.434 11/09/2014 - 16:08 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XV - Emílio e a pedagogia rousseauniana 0 12.311 11/09/2014 - 15:21 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XIV - A transição para o Estado de Civilização 0 9.295 11/08/2014 - 15:57 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XIII - O homem no "Estado de Natureza" 0 7.875 11/06/2014 - 22:00 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XII - As Artes e as Ciências 0 6.569 11/05/2014 - 19:47 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XII - A Religião 0 14.612 11/03/2014 - 14:58 Portuguese
Poesia/General Os Finados 0 4.375 11/02/2014 - 15:39 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte XI - O amor e o ódio 0 8.080 11/01/2014 - 15:35 Portuguese
Poesia/General A Canção de Bagdá 0 5.448 10/31/2014 - 15:04 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte X - As grandes linhas do Pensamento rousseauniano 0 7.375 10/30/2014 - 21:13 Portuguese
Prosas/Otros Rousseau e o Romantismo - Parte IX - A estada na Inglaterra e a desavença com Hume 0 9.134 10/29/2014 - 14:28 Portuguese