Profunda ida do dia
A mansa troca de tons
E de calores
E de insetos
E de transeuntes
E os pensadores noturnos surgem
Exploram a solidão provocada pela escuridão
E o frio...
Repete-se o som da motocicleta de ruído elevado em decibéis
E as mortes habituam-se ao clima
Repetitivo...
E a vida, irritante
Do ponto de vista do sujeito das teorias acerca da vida
Segue morrendo, silenciosa, ao longe
Seguem, as viaturas com o giroflex acionado
As esquinas povoam pessoas estranhas, sem feiçao
O ar tem cheiro de damas da noite e outras plantas
E os dias vão
Vãos nas vitrines, semanas
Viram as semanas, meses?
Anos e anos em horas, minutos...
E os pensadores noturnos usam-se de idéias estranhas...
Parece que são os que povoam as esquinas
São os que saem às ruas trancados no quarto
Utilizando-se da luz da tela que os faz interessantes
Fazem discursos cheios de gritos calados
E as mortes seguem indo
E vindo, vem a vida morta do intelecto mal aproveitado
As sirenes anunciam seu desfile às trevas
E as esquinas esvaziam-se daqueles vivos estranhos
E o ar perfuma a noite com a dama
E as repetiçoes seguem repetindo-se
Chateiam a monotonia com sua precisão
Parece que os pensadores gostam do previsível
Mudando-o e assinando com grande categoria sua indolência
E o dia...Parece que tende a vir novamente depois da noite
Parece... Que as pessoas mortas tornarão a vida
E as cores ficarão menos solitárias
E os insetos parecerão voarem com brilho
Porém, ainda não é hora de sonhos
É noite, bem-vindos à reflexão transladada!
A luz do sol não nos abandona...
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Comentarios
Re: Profunda ida do dia
Cada um de nós tem a sua esquina para meditar de forma tão clara como tu aqui meditaste profundamente...
:-)
Re: Profunda ida do dia
Parabéns pelo belo poema.
Um abraço,
Roberto
Re: Profunda ida do dia
UM BELO POEMA, GOSTEI!
Meus parabéns,
Marne