O TEMPO...
Correria, esquiva, bolada da queimada,
Pipa, papagaio, rabiola e ceral,
Brincadeiras de toda a mulecada,
Que viveu num mundo sem igual.
Quem lembra volta à ser criancinha,
Saudoso, com tristeza e pura emoção,
Búlica, triângulo, de aço, de gude bolinhas,
A marca, o erro, o acerto, de ferro o fincão.
Descidas, arranhões, de rolimã, o carrinho,
Esconde, corre e foge, da polícia o ladrão,
Lembranças da alma, guardadas com carinho,
Do passado presente em cada coração.
Tempo que não volta, saudade e dor,
O passado fugiu, sem sabermos por onde,
Ematomas, gritos, pressa no polonês corredor,
Locais, astúcia, e pressa no pique esconde.
Esperteza, golpes e tombos no antigo garrafão,
Barro, galhos, para após a chuva a represa,
O que imperava era a amizade, amor e união,
Que marcaram no passado nossas vidas, com certeza.
O tempo passou, as coisas mudaram,
Não vemos nossos filhos nas calçadas,
Nossas brincadeiras, esquecidas passaram,
Sendo julgadas como bregas, ultrapassadas.
Surgiu o virtual, e o acesso à Internet,
Aglomerações, baladas e o Shopping,
Nas alturas o Funk, pancadão e o Rap,
Sem contar o som metálico e o Hip-Hop.
Brincadeiras nem pensar no mundo deles,
Trancados no quarto hoje estão,
Se não fizermos alguma coisa por eles,
No futuro, nossos filhos, o que serão?...
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Ministério da Poesia :
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