nao me reconheço

é á noite que saio

é de noite que vivo

á noite passeio sem destino pelas ruas inundadas de rostos vazios

o meu cinzeiro é a calçada

onde apago as paginas rasgadas do que foi

outrora

uma vida.

perco-me nas encruzilhadas

nos becos escuros

á procura de nada

simplesmente nada.

de maos nos bolsos e de cabeça baixa

inclino o corpo contra o vento

espreito pelo canto do olho e reparo no reflexo disforme das vitrinas

nem me reconheço

nao me reconheço...

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Lunes, Marzo 1, 2010 - 19:34

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