O Vento Dissipa o Fumo
-O Vento Dissipa o Fumo-
O vento dissipa o fumo.
A custo, emerge no meio da arena
Desfiando o destino, sem prumo
Fita o fantasma uma branca açucena.
No escuro a barca navega sem rumo.
E um país à deriva, acena.
Soa o piano desafinado.
Demente, o licoroso veneno seco
Paladar que amarga, um negro fado
À folha virada na ponta do dedo.
Bate a vara nas tábuas do estrado.
É do jornal ilusionista, o degredo.
Entoam coros em despedida.
Uivam lobos, alva lua que não escuta
O estranho chamado da noite perdida
Enquanto a matilha devora a puta.
Violada fica, a puta desta vida.
E o filósofo, maneja a batuta.
Costa da Silva
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Jueves, Enero 20, 2011 - 00:58
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Comentarios
O vento dissipa o fumo
Primeira vez que te leio, percebi um poema de protesto e triste com a vida.
Gostei muito, tem muito boa estrutura e deixa o leitor a imaginar mil interpretações a tua escrita.