Carta Registada
Mãe, quando os meus olhos mordem a terra escura
Sinto o peso, sinto frio
Retenho então a tua presença distante pressentida
na minha própria história escrita em teus passos.
Hei-de resgatar a vida
nem que seja numa só feliz imagem,
que pulsa na memória:
Os anos que não tivemos
As guerras que sentimos
O amor que vivemos
A cúmplicidade desmedida.
Acaso apenas seja o tremor de um instante
na presença desta manhã
Mãe, quero ficar e ser teu sol primeiro
O raio ninar de um regaço
que, ao se unirem, o amor proclama
pela simples felicidade de estarmos juntas
E, que nem esta terra escura nos separa.
Submited by
Sábado, Mayo 24, 2008 - 12:56
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 4203 reads
Add comment
Inicie sesión para enviar comentarios
other contents of admin
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Amor | O ainda desvario | 3 | 5.387 | 03/27/2008 - 16:25 | Portuguese | |
| Poesia/Amor | Apenas humanos | 1 | 6.927 | 03/24/2008 - 15:57 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | O escritor é a sua árvore | 1 | 9.716 | 03/20/2008 - 15:05 | Portuguese | |
| Poesia/Meditación | Dialogo existencial e outras comédias | 1 | 5.942 | 03/18/2008 - 00:21 | Portuguese | |
| Prosas/Otros | O homem sonha, a obra nasce. Deus existe? | 2 | 8.579 | 03/11/2008 - 21:45 | Portuguese |






Comentarios
Re: Carta Registada
Linda, a Tua carta.
Beijo *
Re: Carta Registada
Distinta e excelsa a tua condição de filha, em qualquer tempo e em qualquer espaço...
Muito bonito
Beijo*