Irreversível

No que acreditava o homem na escuridão
E o que desacredita o homem civilizado,
Quando conhecer é apenas meia-solidão
E a ignorância a pena do povo globalizado?

Mudam-se os métodos e polem-se as lentes
Com as quais perscrutamos o eterno desconhecido,
Mas nem por isso nos sentimos mais contentes,
Mais crentes, mais dispostos, ou menos vencidos.

Há ideias que ninguém pode ou quer mudar
Quando os interesses pessoais são os móbis,
Pois que aquele que quer já um dia quis
Fingir-se feliz, mas nunca trocar

O poder que há um num símbolo como Alá!
Reinos celestiais, novas terras universais;
Não para o bem do mundo, antes para um profundo
Resgate de novos e dourados monopólios
Que o homem criou para si:
O controlo das mentes e dos recursos!
O poder de controlar os rios e os seus cursos!
A ganância da conquista e dos espólios!
A constante ânsia, não do Dó, mas só do Si!
A leveza de quem enterra bem funda
A efemeridade de tudo e mais ainda dos animais,
A única certeza que a todos cala como uma bala!
 

G.A. Marco

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Viernes, Mayo 13, 2011 - 19:44

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