LOUVOR (A Arvo Pärt)

É senil minha voz em ti cravada,
É lago cheio de minha miséria.
As letras puídas sem cor, sem pilhéria,
De poemas, versos de terra cavada.

Se não fosse a tua música doce,
Nesta amálgama assaz ignota,
Neste também ser loquaz e déspota…..
Quem me leria, se assim não fosse?!

É cântico belo, suave, denso,
Gravado na angústia da figura,
Suspensa entre as nuvens entre sol…..

São notas, antes orvalho intenso,
Que me banham negro em formosura,
Bíblica nudez do alvo rouxinol!
 

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Jueves, Mayo 26, 2011 - 23:41

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