Lavras da Solidão

LAVRAS DA SOLIDÃO
Jorge Linhaça

Ao revolver a terra assim
para plantar a semente
imersa em seu afim
trabalha incansávelmente

Sob o sol caústicante
vai o cumprido o seu labor
para que alguém distante
nem perceba o seu valor

Se os frutos de seu afazer
podem ser o trigo do pão
ou o café dos grãos a verter

quiçá a erva do chimarrão,
para ela só há o revolver
das lavras na sua solidão.

* Minha homenagem aos milhares de pequenos e anônimos
lavradores que na sua lida diária produzem muitos dos alimentos
que chegam a nossas mesas sem assinatura senão as de
suas mãos calejadas pelo cabo da enxada.
 

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Lunes, Mayo 30, 2011 - 11:55

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