Soneto da inconfidência

Não me firas com as esporas da animosidade
Nem me digas que sou eu quem me rejeito
É acutilante o embuste onde me deito
Feito de lâminas afiadas da tua leviandade

Há um desfibrilhador de maus momentos
Um choque rude que me traz à realidade
Toda uma dor que me invade os pensamentos
Prefiro a ignorância a enfrentar a verdade

Sou de mim um simples arrasto paulatino
Senhora e dona da minha pusilanimidade
Já me rendi àquilo a que chamam de destino
Nada me ajuda, tão pouco o passar da idade

Decretei à minha pobre alma a alforria
Nasço de novo para a vida e para poesia

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Lunes, Junio 13, 2011 - 22:55

Poesia :

Su voto: Nada (2 votos)

Nanda

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Comentarios

Imagen de SuzeteBrainer

Nanda, Grandioso!!! Um

Nanda,

Grandioso!!!

Um poema que nos captura, e com a leitura, nascemos também com a tua bela e profunda poesia...

Beijosmiley

Imagen de marialds

Comentário

Lindo teu soneto, tras sentimento e beleza.

Gostei muito parabens!!!

Imagen de Henrique

Decretei à minha pobre alma a alforria

Nada me ajuda, tão pouco o passar da idade...

 

Em palavra rendida, o destino teima destinar-se no poeta!!!

 

Gostei bastante desta inconfidência!!!

 

Abraço

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