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Amo-te

Na repetição de uma única expressão – Amo-te -, como se sempre fosse única, nova, irrepetível, assim foi que sempre nos entregámos e nos prometemos incondicionalmente, como o vento soprando nas primaveras ao fim da tarde, ou os solstícios que anunciam cada fim de verão.
No suave torpor dos nossos olhares que se demoram toda uma eternidade, estendidos um sobre o outro, a pele escaldando, transpirando, colada, as mãos te tocando no fino recorte de cada dedo que se passeia por ruas já descobertas, despimos os sentidos que se espalham pelos lençóis, nas madrugadas que duram para lá do sol.
Há um cheiro doce que vem dos teus seios, reluzem desnudos, como nunca pudessem ser cobertos, e o meu peito rompe por entre os teus braços e atraca neles como batel indefeso te pedindo guarida.
Nestas madrugadas mornas, neste entendimento da tua nudez, da tua pele quente, entranho-me em ti e percorro cada poro dessa tua estrada, sorvo e respiro o encantamento desse teu perfume antigo e franqueio a tua boca às palavras imperceptíveis, deixando que tudo se resuma aos olhos onde nos achamos e nos lemos e os nossos gestos.
E na ausência, quando apenas a tua presença é memória, quando os nossos braços se partam, e te trago e tu me levas, há sempre uma página em branco onde nos escrevemos, onde marcamos memórias e assinamos a irrepetível palavra que nos prende: Amo-te.
 

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quarta-feira, janeiro 26, 2011 - 14:07

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