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Banco de jardim

Já só resta
A doce brisa nocturna
Sentado num banco de jardim
Ao meu lado esquerdo
Uma garrafa
A luz branca dos candeeiros
As árvores mantêm-se de pé
E o trânsito continua a rugir
Mas na antiga cadeia
O espaço continua escuro
A história não foi apagada
Tudo em volta
Que possa ser admirado
Dentro de si esconde
Verdades
E perdura mentiras
Nem esta noite
Dissipada de nuvens
Que por um instante
Deu um ar da sua graça
Pode calar
Esta dúvida
Esculpida nos nossos olhos
É certo que estamos sós
Beijam-nos
Com lágrimas contidas
Não queríamos
Mas elas acabam por se soltar
Na escuridão de um labirinto
Tudo está transformado
Nada se encontra
Tudo se espalha
Loucos poetas
Estalam os dedos
Num ritmo de jazz
As luzes não param
De brilhar
O jardim à muito que se foi
Corpo, liberta-te em quimeras
Pelo menos
Goza uma vez.
 

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segunda-feira, março 28, 2011 - 17:43
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