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DÉCIMAS DA PANDEMIA

Positivo assintomático
Espalha o vírus no meio
Medroso e sem receio
O ativo e o estático
Quem complica e quem é prático
Leigo que é cientista
Contraditória entrevista
Ninguém sabe ou esclarece
Se tem tempo, ou permanece
O caso a perder de vista

Enquanto isso no aguardo
Por vacina ou remédio
Em meio à fome e o tédio
Tem magro ficando gordo
E sem tratado ou acordo
Livre mesmo estando preso
Há quem não muda de peso
Fica do jeito que era
E gordo que se supera
Subindo ao posto de obeso

Conquistas indesejadas
Chegam sem pedir esforço
Políticos e o discurso
Velhas promessas manjadas
Subidas desenfreadas
Dos preços na cesta básica
E nessa situação trágica
Só em casa, na espera
Chegou quem obeso era
À obesidade mórbida.

Sérgio da Silva Teixeira
BAGÉ/RS/BRASIL.

Submited by

quinta-feira, dezembro 3, 2020 - 17:33

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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Comentários

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Coment

Li em seu poema o que eu penso...
Grandes verdades.

Por falar em pandemia,
enquanto o cão late,
o gato amedrontado mia.

Muitos têm medo da vacina,
porque enquanto a saracura
ela, talvez, vaticina

outra onda que vai chegar
para a humanidade reduzir,
paulatinamente, sem avisar.

Não haverá mais pobre,
não haverá mais indigente,
somente rico, somente nobre.

Porque neste planeta turbulento
uma pequena e rica minoria
de apenas 20%

irá sobreviver e reinar
feliz na plenitude material,
aguardando o apocalipse chegar.

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