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Dilaceramento Estático
Rasgas-me o peito em nada...
Sem armas tateavéis;
Nem ao menos o pôr-do-sol
Refletiu-se no meu espelho...
Teu silêncio mudo
É falado
Fadado
aos meus olhos cegos e mudos.
Cada momento vertido em linhas e entrelinhas;
Encontro-me
Dissipo-me
Rasgas-me o peito em nada ...
Diluida em pó emblemático
Sou apenas um problema , de fim matemático.
Áspera
Amarga
Exatificada
(Q U E H O R R O R !!!)
Perambulando entre o seco sabor das lágrimas ;
Não derramadas,
O doce sabor de uma infusão qualquer...
(Com minhas "manias")
Feito estátua
perante a dor da ausência.
Rasgas-me o peito em nada ...
(Ou pelo menos, pensas que não... )
Sinto a cada minuto
o soar das batidas,
do pregar ;na cicuta , do cutelo .
24/04/10
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Poesia :
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Comentários
Re: Dilaceramento Estático
Sem armas tateavéis...
Esta foi uma cereja em cima do bolo!!!
Bom poema!!!
:plol
Re: Dilaceramento Estático
"Rasgas-me o peito em nada...
Sem armas tateavéis;
Nem ao menos o pôr-do-sol
Reflectiu-se no meu espelho..."
(...)
"Feito estátua
perante a dor da ausência.
Rasgas-me o peito em nada ..."
Belo poema, um intenso desabafo, um canto da magoa dilacerante q feriu a alma...
Gostei imenso de o ler!
Beijinho em ti, Susan!
Inês