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Formiga

Da Dama Última vestida inteira de noite
Para o despeito do Sol que as costas castiga
Vim a este mundo sendo a discreta formiga
Que salva as rosas do vento tal qual um açoite:
Vim evitar que um homem o outro açoite
Sempre que um homem ao outro se amiga.

Não, eu não marcho sem rumo pelo mundo.
Eu sigo através de todas as rotas,
Arrastando comigo as criaturas mortas
Para além das profundezas sem fundo
Que os que se dizem vivos “submundo”
Chamam, burros de suas vis vidas tortas...

Sigo com todos os meus pés descalços.
Seguimos de uma quase igualitária
Forma em nossa marcha totalitária,
Sem nada esquecer, tudo isto aos pedaços,
Eu, eu mesmo e meu outro eu no compasso
Desta sinergia mental extraordinária!

E nós fingimos um no outro esbarrar;
Enganamos os que não têm leitura
Abrindo os olhos para à noite escura
Enxergar tal se não fosse a os cegar
A luz que alto brilha, as nos castigar:
Luz (tão cinicamente) terna e pura.
26 de outubro de 2012 – 11h 22min
João Pessoa  -  Paraíba  -  Brasil

Adolfo J. de Lima

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sexta-feira, outubro 26, 2012 - 14:58

Poesia :

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Adolfo

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A intenção é esta ser a

A intenção é esta ser a primeira parte de algumas... Vejamos o que acontece, então! =D

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Terceira estrofe saindo!

Terceira estrofe saindo!

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Quarta estrofe já foi: rumo a

Quarta estrofe já foi: rumo a quinta!

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A quinta terá de esperar até

A quinta terá de esperar até depois do meu almoço rsrsrsrs
Formigas também se alimentam! kkkkk

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