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Gênesis de mim.
Fímbrias de luzes na noite tardia da alma
solitário esperma estático, sem calma
taquicárdico na noite solitária, vazia.
A realidade transcende o traço.
universo em plena criação
atravesso o espelho baço
o estilhaço com a mão.
Desperto estranha e felina
embebida em luz e endorfina
opióide da gênese, libertação
Um momento mudo que ruge em meu ventre
parido em um um gemido refletido, silente.
Sorri, ao ver a primeira luz, ao invés de chorar
Primeiro ato ao sorver o primordial ar
umedecido por este mar de âmnio quente
vertido do útero fecundo da serpente,
Dobro-me ao meu destino obediente
dou a luz a um universo efervecente
lava que escorre por meu corpo dormente.
Derrete o gelo, cria rios, nuvens de vapor
endorfina animal, liberta minh'alma da dor
anlgesia este parto, de mim, natural.
Estou viva, viver, amar e sentir é vital
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Comentários
Re: Gênesis de mim.
Um renascer do próprio ventre, de um parto primordial, assexuado, típico da singularidade do ser, anterior à dualidade homem-mulher.
Gostei demais.
Grande abraço,
Roberto
Re: Gênesis de mim.
"Um momento mudo que ruge em meu ventre
parido em um um gemido refletido, silente.
Sorri, ao ver a primeira luz, ao invés de chorar
Primeiro ato ao sorver o primordial ar
umedecido por este mar de âmnio quente
vertido do útero fecundo da serpente"
A genialidade q sempre te acompanha e q escorre belamaente entre os dedos da tua poesia sempre me comove, sempre me toca, sempre me alcança!
Adorei!
Beijinho grande em ti, Fenix renascida!
Inês
Re: Gênesis de mim.
Um despontar de vida,
num poema belíssimo.
Gostei, bastante.
:-)
Re: Gênesis de mim.
...primeiro foi amor, só depois veio o verbo.
Belo! Beijo pra ti