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A Mesma Lápide Ainda Sangra

Antes mesmo de adormecer
A fobia destes olhos
Encarcera-me de modo abissal
Tal qual A morte de Abel
Descrita num quadro vertiginal
De paisagens ocras.

E deito-me neste leito
Generoso ao fracasso
Ante o céu e suas pragas
Vejo-me escondido
Vejo-me esquecido
Repetido entre as lacunas
De dias não existidos.

E pelas córneas trêmulas
Uma noite denuncia suas verdades
Aos prantos atiro lâminas
Ofuscando veias gastas.

Então divago,
A porta entreaberta
O cadáver putrefágico
Um destino trágico
É a sina do poeta.

Abro o livro dos fracassos
E As palavras purificam-se
Cada qual por si só
Como um castigo premeditado
Estátuas de sal

A beleza natural
Dos erros de Gomorra.

Poema antigo. Escrito pelos idos de 2006.

Submited by

terça-feira, outubro 27, 2009 - 18:10

Poesia :

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malentacchi

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Comentários

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Re: A Mesma Lápide Ainda Sangra

Se calhar, acaba por ser mesmo um castigo, o pensar-se tanto na vida...acabamos por nos esquecermos de vivê-la... e transformar os fracassos em poesia.
Beijo.

imagem de MarneDulinski

Re: A Mesma Lápide Ainda Sangra

malentacchi!

A Mesma Lápide Ainda Sangra
Abro o livro dos fracassos
E As palavras purificam-se
Cada qual por si só
Como um castigo premeditado
Estátuas de sal

A beleza natural
Dos erros de Gomorra.
LINDO, GOSTEI!
MarneDulinski

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