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O imigrante
O imigrante carrega uma dor surda no seu corpo morto infortúnio
Que jaz dor da miséria, ou a dor da ditadura, ou a dor da opressão
Embala furtivos desejos na bagagem inspirações…traz uma canção
Esperança no seu intrínseco mundo arrisca o azar ou a fortuna
Seu pensamento eleva uma prece ás alturas divinas…enigma
Deixa para trás uma vida condenada…carregadas notas batidas
Partidas cobertas águas estagnadas golpes cicatrizes de feridas
Carrega um livro aberto seu passaporte caminho face de vítima
D’oriundos cantos chovem massas partidas para a terra alheia
Alguns imigrantes escolhem a terra lusa fugindo da guerra
E por vezes alguns têm e alguns não têm sorte…sem morada certa, pobres
Alguns têm o céu como coberta alguns desafortunados e a dor surda
Multiplica-se em quadros pintados na escuridão profunda embriagados
Do caminho ainda a percorrer…e vão trepando pedras duras a cruel realidade
Num destino traçado por vestes nuas vestes…
O imigrante carrega a dor surda
Funchal 29 de Abril de 2009
Maria Luzia Fronteira
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Poesia :
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Comentários
Re: O imigrante
Aplausos :-)
Re: O imigrante
O imigrante e a guerra em locomoçao,o direito do cidadao que parece nao ter!
GOSTEI MUTIO PARABENS!bjs