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Onde podes existir
Cristal…
Transparentes e incolores, olhos vagos afiados como gumes que trespassam…
Que o adeus…
É um veludo esfarrapado que escura o coração em tempestades de tristeza.
A presença dos teus olhos tinha o brilho incandescente de festas multicolores…
Há um vazio decepcionado cheio de faces indiferentes nas ruas e nos caminhos que corro para te encontrar.
Trémulo, como lágrimas azuis no ressalto arrebatado da rebentação das ondas…
Vou desaguar nas avenidas a fingir de homem estátua para me veres a solidão.
Assim prometo, greves de fome, cartazes pela cidade, anúncios nos jornais e apelos nos comboios…
Para que encontres a metade, que te fazia falta em mim onde podes existir.
Digo tudo, faço tudo, verdades e mentiras variedades de circo para que me olhes inteiro...
Malabarista, domador, contorcionista e palhaço que espera o teu aplauso para ter de novo graça. Serei acto e actor em vénias ao teu amor sózinho no meio da praça.
Ali… no momento da utopia onde arquitecto o dia das palavras que te quero…
As tuas faces purpurinas serão bancadas de alegria e o meu coração um sucesso.
É disto que eu vivo, da ilusão onde sorris e os teus olhos embutidos no cristal da minha dor…
Onde me pegas pela mão como uma criança assustada largada no meio da estrada á espera dos teus lábios…
Foi um sonho mau, amor.
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Comentários
Re: Onde podes existir
Trémulo, como lágrimas azuis no ressalto arrebatado da rebentação das ondas…
Vou desaguar nas avenidas a fingir de homem estátua para me veres a solidão.
Lindo...
amei em particular esses versos.
um abrç.
Re: Onde podes existir
Lindo poema.
Parabéns, pois.
Um abraço,
REF
Re: Onde podes existir
LINDO POEMA,GOSTEI!
Meus parabéns,
Marne