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OUTROS MUNDOS

Vivo nesse mundo imenso
Dentro dele existem tantos
De horrores e encantos
São outros mundos, eu penso
O mundo ao qual pertenço
É de tão pequeno espaço
Pelas coisas que não faço
E os desafios que não venço

Há quem vive o mundo escuro
Na cegueira, sem lamento
Estuda, toca instrumento
Segue sua vida seguro
Eu que vejo além do muro
Mal aprendi jogar bola
Não sei nem tocar viola
Minha frustração, eu juro

Noutro mundo, outra maneira
Para desprezar as modas
Vive gente sobre rodas
Dependentes de cadeira
Que me tapam de poeira
Em superação, conquista
Eu fico a perder de vista
Como a correr numa esteira

Há o mundo silencioso
Que a esse mundo ignora
Onde quem já viveu, mora
Do humilde ao pretensioso
Lá ninguém é perigoso
Não há gemidos nem dores
Iguais serventes, senhores
Exalam mesmos odores

Onde existe o ser humano
Há sempre um mundo doente
De alguma forma presente
Na terra, ar, oceano
E no seu sinistro plano
Líderes e presidentes
Mandam matar inocentes
Fingindo que foi engano

No mundo interesseiro
-Miserável mundo aquém
Mais vale quem muito tem
Na sua conta o dinheiro
Amigos o tempo inteiro
Desfrutando a fartura
Mas se pega a peladura
Só sobra o verdadeiro

Outro mundo que me choca
E muitos não fazem caso
É o mundo do atraso
Que a miséria provoca
A moradia é biboca
Esgotos correm nas ruas
Brincam as crianças nuas
E a riqueza nem se toca

Há o mundo de quem já era
De um povo que é capacho
Seu país vindo abaixo
Ele sempre na espera
A vida virou quimera
Nesse reino alienado
E o futuro registrado
Numa imagem de tapera

Tem um mundo diferente
Que está num livro escrito
O lugar que é o mais bonito
Reservado para o crente
Lá só entra boa gente
Reina um ser de branco manto
E eu como não sou santo
Fico fora desse ambiente.

Sérgio da Silva Teixeira
Bagé/RS

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terça-feira, março 7, 2017 - 18:54

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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