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Para, criatura!

Às vezes por nada,
Larga-se o tudo,
Que passa a ser nada,
Do tudo que antes era,

Viajando num tempo perdido,
De mil alucinações,
Encontrado meio esquecido,
No escuro de alguns porões,

Acolhendo os espinhos,
A razão, fazendo-se surdo,
Desviando-se do seu caminho,
Entregando-se aos absurdos,

Vive pagando pra ver,
Porem nunca ver nada,
E para sobreviver,
Perambula por entre as calçadas,

Diariamente procura a morte,
Mas, ela ainda não a quer,
Julga-se com muita sorte,
Só seguindo contra a maré,

Despreza a calmaria,
Mete a cara em temporais,
E o que antes não vivia,
Agora agarra sem olhar para trás.

Seguindo sua vida em leso,
Mesmo sem nunca tentar-se proteger,
Levando sobre os ombros um peso,
Fingindo não o perceber,

Toma jeito e para, criatura!
Ao menos olha a sua volta,
Assim não tarda uma sepultura,
Ser a sua próxima porta.

Por tanto não vá por nada,
Lagar o tudo,
Passando a ser nada,
Do tudo que antes era.

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domingo, abril 4, 2010 - 23:22

Poesia :

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gege

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Comentários

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Re: Para, criatura!

Gostei da reflexão, encontro bons conselhos!!!

:-)

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Re: Para, criatura!

A vida é uma dádiva, temos que amá-la, vive-la da melhor forma possível! Abraços

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