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Para, criatura!
Às vezes por nada,
Larga-se o tudo,
Que passa a ser nada,
Do tudo que antes era,
Viajando num tempo perdido,
De mil alucinações,
Encontrado meio esquecido,
No escuro de alguns porões,
Acolhendo os espinhos,
A razão, fazendo-se surdo,
Desviando-se do seu caminho,
Entregando-se aos absurdos,
Vive pagando pra ver,
Porem nunca ver nada,
E para sobreviver,
Perambula por entre as calçadas,
Diariamente procura a morte,
Mas, ela ainda não a quer,
Julga-se com muita sorte,
Só seguindo contra a maré,
Despreza a calmaria,
Mete a cara em temporais,
E o que antes não vivia,
Agora agarra sem olhar para trás.
Seguindo sua vida em leso,
Mesmo sem nunca tentar-se proteger,
Levando sobre os ombros um peso,
Fingindo não o perceber,
Toma jeito e para, criatura!
Ao menos olha a sua volta,
Assim não tarda uma sepultura,
Ser a sua próxima porta.
Por tanto não vá por nada,
Lagar o tudo,
Passando a ser nada,
Do tudo que antes era.
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Poesia :
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Comentários
Re: Para, criatura!
Gostei da reflexão, encontro bons conselhos!!!
:-)
Re: Para, criatura!
A vida é uma dádiva, temos que amá-la, vive-la da melhor forma possível! Abraços