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Procuro despir-me do que aprendi, (Alberto Caeiro - Fernando Pessoa)

Procuro despir-me do que aprendi.

Procuro esquecer-me do modo de lembrar

que me ensinaram, e raspar a tinta

com que me pintaram os sentidos,

Desencaixotar minhas emoções verdadeiras,

Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,

Mas um animal humano que a natureza produziu.

Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)

Isso exige um estudo profundo,

Uma aprendizagem de desaprender...

Fernando Pessoa (Alberto Caeiro).


 

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segunda-feira, maio 16, 2011 - 03:18

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AjAraujo

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