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QUANDO A DANÇA SE CONFUNDE COM A NATUREZA

I
A NOITE

Num mar claro de azuis nocturnos,
Na noite calma e prenhe de estrelas,
À luz de uma Lua rica,
E fértil de brancos

(Pés desnudos, por sobre a areia fina da praia),     
A orla dos teus cabelos
Molhados,
Salpica a brisa,
No seu movimento rotativo.

E o equilíbrio,
É interrompido pela dança.

II
O AMANHECER

Cessa a noite,
Nos brancos-cinza, da manhã
Chegada.

E o ritmo da dança,
É substituído pelo murmurejar das ondas,
Apagando segredos, no areal.

Vermelho, branco, e amarelo
(Quando atinge o seu zénite),

O sol doura, a feminilidade
Nas dunas.

E, enquanto observas o céu,
Riscado de gaivotas
(Sombras mudas, em movimento),

O teu corpo,
Exausto, molhado,

O teu corpo, completo
E pleno de mulher, deitado n’areia,                     
Tem a textura do cobre
E da prata –

A sensualidade dúctil,
Do metal generoso.

In Fotogravuras I
Jorge Humberto

Submited by

quarta-feira, janeiro 25, 2012 - 11:44

Poesia :

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Jorge Humberto

imagem de Jorge Humberto
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Última vez online: há 5 anos 24 semanas
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Comentários

imagem de Pearl

Paisagem

que em nada deve ser mudada,

 

 

 

 

 

um beijo.

imagem de Jorge Humberto

Obrigado!

Olá minha querida Pearl, muito agradecido pelo teu comentário, ainda bem que apreciaste
 

Beijinhos
Jorge Humberto

imagem de Teresa Almeida

Pintaste a noite de noturnos

Pintaste a noite de noturnos azuis e a manhã de brancos-cinza.
A sensualidade da dança atinge as praias na sombra de gaivotas

e num corpo de mulher. 

 

Gosto de todo este movimento no teu verso.

Beijinho.

imagem de Jorge Humberto

Obrigado!

Olá minha querida Teresa, muito obrigado por me deixares tuas palavras de apreço a meu poema.
Fico feliz que tenhas gostado.
 

Beijinhos
Jorge Humberto

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