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Richard Bach-Fernão Capelo Gaivota

www.topeneda.blogspot.pt

A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar. Para a maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer. Para esta gaivota, no entanto, o importante não era comer, mas voar. (…) Como veio a descobrir, esta maneira de pensar não o fazia muito popular entre as outras aves. Até os próprios pais se sentiam desanimados ao verem que Fernão passava os dias sozinho, a experimentar, fazendo centenas de voos rasos.

- Porquê? Fernão, Porquê? – perguntava-lhe a mãe. – Por que não podes ser como o resto do Bando?

Só quero saber aquilo que consigo fazer no ar, e o que não consigo, mais nada. Só quero saber.

Não te esqueças de que a razão por que voas é comer.

Fernão baixou a cabeça, obediente. Durante os dias seguintes tentou comportar-se como os outros; tentou a sério, disputando com o resto do Bando a comida junto dos pontões e dos barcos de pesca, mergulhando para apanhar pedaços de peixe e pão. Mas não conseguiu. «É inútil », pensou, deixando cair deliberadamente uma anchova, que lhe custara bastante apanhar, aos pés de uma velha gaivota que o perseguia. Poderia ter passado todo este tempo a aprender a voar. E há tanto que aprender!

Precisou de uma força tremenda mas conseguiu. Em dez segundos passara os cento e trinta quilómetros à hora.
Fernão acabava de estabelecer o recorde mundial de velocidade para gaivotas! Mas a vitória foi de pouca dura. No momento em que começou a arrancar, no instante em que alterou o ângulo das asas, caiu outra vez no mesmo erro terrível, e, a cento e trinta quilómetros horários, foi como se tivesse sido atingido por dinamite. Fernão Capelo Gaivota explodiu a meia altura e estatelou-se num mar, duro como tijolos.

(…) o peso do fracasso era-lhe mais doloroso (…)

Não adianta. Sou uma gaivota. A minha natureza limita-me.(…) Uma pobre e limitada gaivota.

(…) promessas são só para as gaivotas que aceitam o vulgar.

O seu pensamento era vitorioso. Velocidade máxima! Uma gaivota a trezentos e vinte quilómetros por hora! Era um acontecimento, o momento mais importante na história do Bando(…) Como vale a pena agora viver! Em vez de andar de um lado para o outro à procura de peixe junto dos barcos, temos uma razão para viver! Podemos sair da ignorância, podemos ser criaturas perfeitas, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar.

(…) Mas não quero honras. Não tenho vontade de ser chefe. Só quero partilhar o que descobrir, mostrar a todos os horizontes que se nos deparam.

- Fernão Capelo Gaivota – disse o Mais Velho. - Apresenta-te ao Centro por vergonha, à frente das gaivotas tuas semelhantes. …pela sua desastrada irresponsabilidade – continuava a voz, em tom solene -, violando a dignidade e a tradição da família das Gaivotas… um dia, Fernão Capelo Gaivota, compreenderás que a irresponsabilidade não compensa. A vida é o desconhecido e o desconhecível. Só sabemos que somos postos neste mundo para comer e para nos mantermos vivos durante o máximo de tempo possível.
Uma gaivota nunca responde ao Conselho do Bando, mas a voz de Fernão fez-se ouvir.
- Irresponsabilidade? Meus irmãos! – gritou. Quem é mais responsável que uma gaivota que descobre e segue um desígnio elevado na vida? Há mil anos que lutamos por cabeças de peixe, mas agora temos uma razão para viver, para aprender, para descobrir, para sermos livres! Dêem-me uma oportunidade, deixem que vos mostre o que descobri…
O Bando mostrou-se irredutível. - A Irmandade foi quebrada – disseram as gaivotas, em uníssono, e, de comum acordo, taparam os ouvidos e viraram-lhe as costas.
O seu único desgosto não era a solidão, mas o facto de as outras gaivotas se recusarem a aceitar a glória do voo que as esperava; recusavam-se a abrir os olhos e ver. Cada dia aprendia mais.
Aprendeu que, com um mergulho a grande velocidade podia encontrar o peixe raro e saboroso do oceano; já não precisava de barcos de pesca nem de pão duro para viver.
Aprendeu a dormir no ar, estabelecendo um percurso nocturno ao sabor do vento, cobrindo cento e cinquenta quilómetros desde o pôr do Sol até à aurora. Com o mesmo autodomínio interior, voou através de nevoeiros densos, subindo para céus mais claros e resplandecentes… enquanto as outras gaivotas permaneciam em terra, conhecendo apenas neblinas e chuva.
Aprendeu a acompanhar os ventos continentais e a ter para jantar insectos delicados. O que ambicionara para todo o Bando, tinha agora só para si, aprendera a voar e não lamentava o preço que pagara por isso.
Fernão Gaivota descobriu que o tédio, o medo e a ira são razões por que a vida de uma gaivota é tão curta, e sem estas razões a perturbarem-lhe o pensamento, vivem de facto uma vida longa e feliz.

A coisa mais importante da vida era andar em frente atingir a perfeição.

Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de compreendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder do Bando?

O nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática.

Não aprender nada significa que o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e pesos de chumbo a vencer.

O paraíso não existe. O paraíso não é um lugar, nem um tempo. O paraíso é ser-se perfeito.

…nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites.

Desde que o desejes, podes ir a qualquer lugar, em qualquer momento.

Para voares tão depressa quanto o pensamento para onde quer que seja – disse -, deves começar por tomar consciência de que já chegaste…
O truque, segundo Chiang, estava em Fernão deixar de se ver preso dentro de um corpo limitado, cujas asas abertas abrangiam um metro e cuja perícia poderia ser traçada num mapa.
O trunfo consistia em tomar consciência de que a sua verdadeira natureza vivia, tão perfeita como um número por escrever, em todo o lado e ao mesmo tempo através do espaço e do tempo.
- Esquece a fé – dizia-lhe Chiang, sem cessar. Não precisaste de fé para voar. Isto é a mesma coisa. Agora tenta outra vez…

Eu sou perfeito, sou uma gaivota sem limites! Sentiu-se inebriado de alegria.
- Muito bem! – disse Chiang, com voz triunfante.
- Finalmente, conseguiste entender a ideia – disse Chiang -, mas tens de te aperfeiçoar mais com o controlo.
- RESULTOU!
- Claro que resultou, Fernão – disse Chiang. Resulta sempre, quando se sabe o que se está a fazer. Agora, quanto à questão do controlo…
- Podemos começar a trabalhar com o tempo, se quiseres – disse Chiang, até conseguires voar através do passado e do futuro. E, então, estarás preparado para começar a voar alto e saber o significado das palavras bondade e amor.

(…) Estivera a falar calmamente com todos, exortando-os a não deixarem de aprender nem de treinar, e a lutarem para melhor compreenderem o perfeito e invisível princípio de toda a vida.
- Fernão – disse ele, e foram estas as últimas palavras que pronunciou, continua a trabalhar o amor.

E quanto mais Fernão treinava a bondade, quanto mais se esforçava por conhecer a natureza do amor, mais ansiava por regressar à Terra. Apesar do seu passado solitário, Fernão Gaivota nascera para ser instrutor, e a sua forma de demonstrar amor era partilhar algo da verdade que ele próprio descobrira, como uma gaivota que pedisse uma oportunidade para alcançar essa verdade.

- Fernão, tu já foste banido uma vez. Que te leva a pensar que as gaivotas do teu tempo te poderiam dar agora ouvidos? Conheces o provérbio e é bem verdade: Vê mais longe a gaivota que voa mais alto. As gaivotas lá de onde vieste estão poisadas no chão, gritando e lutando umas com as outras. Encontram-se a mil e quinhentos quilómetros do paraíso, e, tu, ainda dizes que lhe queres mostrar o paraíso! Fernão, elas nem sequer conseguem enxergar as pontas das próprias asas! Fica aqui. Ajuda as gaivota aqui, aquelas que já estão preparadas para entenderem o que tens para lhes dizer.

Se a nossa amizade está dependente de coisas como o espaço e o tempo, quando finalmente os ultrapassarmos, teremos destruído a nossa irmandade. Ultrapassando o espaço, tudo o que nos resta é Aqui. Ultrapassando o tempo, tudo o que nos resta é Agora. E entre o Aqui e o agora, não achas que nos podemos encontrar uma ou duas vezes?

Ao expulsarem-te, as outras gaivotas só fizeram mal a si próprias, e um dia aperceber-se-ão disto, e um dia verão o que tu vês agora. Perdoa-lhes e ajuda-as a compreender. A um centímetro da ponta da sua asa direita voava a gaivota branca mais.

- Estás a perder tempo comigo Fernão. Sou muito estúpido! Tento e volto a tentar mas nunca consigo. Fernão Gaivota olhou para ele e assentiu
- Tens de  firme, mas suave percebes?

Cada um de nós é na realidade uma ideia da Grande Gaivota, uma ideia ilimitada da liberdade – costuma dizer-lhes Fernão, à noite, na praia. – e o voo de precisão é um passo em direcção à nossa verdadeira natureza. Daí a razão de todo este treino (…)

Mas nenhum deles, conseguia acreditar que o voo das ideias pudesse ser tão real como o voo de vento e penas.
- Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa, até à ponta de outra asa – costumava dizer Fernão -, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo…
Mas, por muito que falasse, soava como uma agradável ficção e eles precisavam dormir.

- Somos livres de irmos para onde desejarmos e de ser o que somos –

Uma das leis do Bando é que um banido nunca regresse, e a lei não for a quebrada nem uma única vez em dez mil anos. A lei dizia para ficarem; Fernão dizia para irem;
- Bem, se não fazemos parte do Bando, não temos que nos submeter à lei, pois não? – perguntou Francisco.
- Além disso, se houver luta, seremos mais úteis do que aqui.
As previsões de Francisco em relação à luta, diluíram-se com a confusão entre o Bando.

Fernão encontrava-se sempre presente junto aos seus discípulos, demonstrando, sugerindo, pressionando, conduzindo. Voava com eles através da noite, das nuvens e da tempestade, só pelo prazer que isso lhe dava, enquanto o Bando se encolhia desconsolado, no solo.

Foi um mês depois do regresso que a primeira gaivota do Bando atravessou a linha e pediu para a ensinarem a voar. Ao fazê-lo, Teseu sousa Gaivota, tornou-se um pássaro condenado e banido, e ao mesmo tempo, passou a ser o oitavo aluno de Fernão. Na noite seguinte foi Virgílio Gaivota quem abandonou a Bando, cambaleando pela areia, arrastando a asa esquerda e caindo aos pés de Fernão.
- Ajude-me – pediu-lhe baixinho, com voz de moribundo. – O meu maior desejo é voar…
- Então, vem – disse Fernão. – Sobe comigo e começaremos.(…) Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, Aqui e Agora; nada se pode interpor no teu caminho.
- Queres dizer que posso voar?
- Quero dizer que és livre.
Assim, tão simples e rapidamente Virgílio Gaivota abriu as asas e, sem esforço, elevou-se na noite escura. O Bando foi despertado pelo seu grito, bem alto:
- Posso voar! Ouçam! POSSO VOAR!

Fernão Capelo falava de coisas muito simples: do direito que as gaivotas têm de voar, que a liberdade constitui a natureza essencial do seu ser, que deverão ser afastados todos os obstáculos que se levantem contra a liberdade, sejam por superstição, ritual ou limitação.
-Mesmo que isso seja contra a Lei do Bando?
- A única lei verdadeira é aquela que conduz à liberdade – respondeu Fernão. - Não existe outra.
- Queres que voemos como tu voas? – perguntou outra vez. – Tu és especial, dotado e divino. És superior aos outros pássaros.
- Olhem para o Francisco! Para Teseu! Para Ronaldo! Também serão especiais, dotados e divinos? Não são mais do que tu, não são mais do que eu. A única diferença é que eles só agora começaram a entender o que realmente são e a pôr em prática esse conhecimento.

- Dizem do Bando, que se não és filho da própria Grande Gaivota, então estás mil anos à frente do teu tempo – disse Francisco a Fernão, uma manhã, após o treino de velocidade avançada. Fernão suspirou. «É este o preço de se ser incompreendido», pensou. «Ou nos chamam Diabo ou nos chamam Deus.»
- Que pensas tu, Francisco? Estamos à frente do nosso tempo? Fez-se um longo silêncio.
- Bem, esta maneira de voar sempre esteve ao alcance de quem a quisesse descobrir. Não tem nada a ver com o tempo. Talvez estejamos à frente da moda. À frente da forma como a maior parte das gaivotas voam.
- Isso já é alguma coisa – disse Fernão, virando o corpo de forma a voar ao contrário. – É bem melhor do que estar avançado em relação ao nosso tempo.
para a esquerda, a cerca de trezentos quilómetros por hora, contra um rochedo de sólido granito. Para ele, o rochedo foi como uma porta dura e gigantesca para um outro

Lembras-te do que dissemos acerca do nosso corpo não ser mais do que o próprio pensamento…?

Por que será – interrogou-se Fernão – que a coisa mais difícil do mundo é convencer um pássaro de que é livre, e de que poderá prová-lo a si próprio se treinar um pouco?

- Não entendo como consegues amar um Bando de pássaros que tentou matar-te.
- Oh, Francisco, não é isso que se ama. Claro que não se ama o ódio e o mal. É preciso persistir até ver a verdadeira Gaivota, aquilo que há de bom em cada uma delas, e ajudá-las a ver isso também. Quando se consegue entender, até é engraçado.

- Lembro-me de um jovem pássaro impetuoso, por exemplo, o Francisco Coutinho Gaivota, acabava de ser banido, estava pronto a lutar com o Bando até à morte, e começou por construir o seu inferno. E aqui está ele hoje a construir o seu paraíso e a guiar o Bando nessa direcção. Francisco voltou-se para o seu instrutor, com um brilho de medo nos olhos. - Eu, guiar? Que queres dizer com isso? Tu é que és o instrutor. Não podes abandonar-nos.
- Não posso? Não te lembras de que pode haver outros Bandos, outros Franciscos que necessitem de um instrutor mais do que este, que já se encontra no caminho da luz?
- Eu? Fernão, eu não passo de uma gaivota vulgar, e tu és… - … O único Filho da Grande Gaivota, não é?
– Fernão suspirou e olhou para o mar. Precisas de continuar a descobrir-te, um pouco mais cada dia, o verdadeiro e ilimitado Francisco Gaivota. Precisas de o compreender e de o treinar.
Passados momentos, o corpo de Fernão estremeceu no ar, brilhando, e começou a ficar transparente.
- Não deixes que eles espalhem boatos a meu respeito, nem que façam de mim um Deus, está bem, Francisco? Eu sou uma gaivota. Gosto de voar, talvez…
- FERNÃO?
- Pobre Francisco. Não acredites no que dizem os teus olhos. O que te mostram é limitação. Olha com compreensão, descobre o que já sabes e verás como voar.
O brilho extinguiu-se. Fernão Gaivota desapareceu no ar. Passado pouco tempo, Francisco Gaivota arrastou-se para o céu e encontrou-se face a face com um novo grupo de estudantes, ávidos da sua primeira lição.
- Para começar – disse, pesadamente -, vocês têm de compreender que uma gaivota é uma ideia ilimitada de liberdade, uma imagem da Grande Gaivota, e todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta da outra, não é mais do que o vosso próprio pensamento.

(…)E embora tentasse mostrar-se severo com os seus discípulos, Francisco Gaivota viu-os, subitamente tal como eles eram, e mais do que gostar, amou o que viu.

«Não há limites, Fernão?», pensou, e sorriu.

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domingo, março 24, 2013 - 13:26

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