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SEDE

Sede

Às vezes tenho tanta sede,

Mas ninguém me percebe,

Que a sede não é de água,

É de amor não é de mágoa,

Ofereçam-me amor de beber,

E não de mágoa para morrer.

 

Morrer sem amor não desejo,

Dêem-me antes um beijo,

Não de esmola mas de amor,

Que me tira do frio e me dá calor,

Para aquecer a alma do meu ser,

E muita sede para dele beber.

 

O céu azul e o amor não são demais,

Tenho sede de amor, não de ais,

Lamentos, não quero dêem-me amor

E que dele nunca perca o doce sabor,

Para saciar a minha doce sede,

Mas nem toda a gente me percebe.

 

Percebe sem olhar para ver,

Que eu tenho tanta sede de beber,

Do amor que me tem faltado,

Dele quero ser saciado,

Para encher o meu coração,

E aquecer as minhas mãos.

 

Mãos que tocam e abraçam,

As minhas quero que assim façam,

E a minha boca de sede é saciada,

Com a água do amor abraçada,

Ao meu peito cheio de bem-querer,

E que nunca pare de beber.

 

Beber amor eu sempre desejo,

Dele nunca me despejo,

Quero amor em mim sempre,

Para quer me deixe sempre contente,

E o meu coração bata devagar,

E nunca se esqueça de amar.

 

Amar, amar ter sempre sede amar,

Esta fonte nunca se pode esgotar,

Para ter sempre a minha vontade

De beber sem caridade,

De amor eu quero ter sempre sede,

Mas há sempre alguém que não percebe.

Tavira, 7 de Agosto de 2011-Estêvão

 

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terça-feira, dezembro 10, 2013 - 10:31

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José Custódio Estêvão

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