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Simplesmente Mulher
Porque me chamas nomes, que não o meu?
Tenho um nome, Mulher!
Não sabes o que isso é?
Apenas sou uma Mulher que chora
Repara: como as minhas lágrimas são femininas
derramadas e oferecidas ao silêncio
As minhas lágrimas são tristes
são pobres
vulgares, bem sei!
Tão simples, que, se tas fosse contar, terias vergonha
Porque me chamas nomes, que não o meu?
Tenho nome, Mulher!
Não sabes o que isso é?
Hoje, penso em viver
Quero viver
Somente porque estou cansada
Somente porque hoje não escutei o meu nome
nos nomes que me chamaste
que sempre me pareceu ouvir-te dizer
e, fizeram-me tremer de amor angustiado
Somente porque hoje senti-me inerte
devassada frente a um espelho
triste
melancólico
gasto
e, identifiquei-me no seu reflexo.
Repara como eu não sou nomes
Tenho um nome, Mulher
Sou apenas a Mulher de sempre
e,hoje apenas,decidiu chamar-se: Simplesmente Mulher.
No âmbito do Ano Europeu para a igualdade de género, este poema é uma tentativa de alerta para diversas atrocidades fisicas e psíquicas que a Mulher é vítima.
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Comentários
Re: Simplesmente Mulher
Bom poema, Mulher!
Gostei muito. Tem toda a força e toda a fragilidade da Mulher.
Bjs
Re: Simplesmente Mulher
muito bom, Maria!
de grande sensibilidade.
lindo, e triste.
bjs
Re: Simplesmente Mulher
Bela tentativa de alerta!
As mulheres não são objectos. E os objectos tb não são para se maltratarem...
Gostei muito Treva!
bj
Breizh