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Soberba dos Pobres
Reparos no desviar que não viram
Quando os olhos fixaram os seus;
E num auge, pela rua lá seguiram
Revirando apatia até aos céus.
A manhã acorda envolta em plebeus;
Em pecados do domínio, que deixaram
Para trás, na soberba de um adeus
Que na virtude do pão já mendigaram.
Pois na altivez dos sonhos se entregaram
Vai-te embora ó saudade… dos olhos teus,
Que a fome os pedintes inventaram.
Pois se no colo os pais já carregaram
Sobre as lágrimas de quem olha Deus
Como podem ser salgadas… filhos meus!
Carla Bordalo
---
"Coimbra Wall"
Musica por: Luís Miguel Abreu
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Poesia :
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Comentários
Re: Soberba dos Pobres
Reparos no desviar que não viram
Quando os olhos fixaram os seus;
E num auge, pela rua lá seguiram
Revirando apatia até aos céus.
Soberbo!!!
:-)
Re: Soberba dos Pobres
Lindo, um relato contundente e poético de uma relação ainda obscura do pobre com a sociedade e do pobre com os "outros" do mundo que o cercam.
Maravilhoso.
Re: Soberba dos Pobres
Oi, Carla.
Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Gostei muito deste soneto. Faz refletir.
Beijinho,
Roberto
Re: Soberba dos Pobres
Que cousa afortunada, vossa senhoria me canta
que gaudio de poema, tão perene, em encanta
destaco, a voz sa razão:
Para trás, na soberba de um adeus
Que na virtude do pão já mendigaram
Por esta hora,
nesse coração que chora!
Muio bom
Re: Soberba dos Pobres
Não posso de deixar de favoritar esse belo soneto,
Carla!
Este gostaria de o ter escrito, tal é a identificação
com as palavras.
É sempre um prazer ler-te!
Beijo
Vóny Ferreira