CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Afinal existe a chave da felicidade

Estacou como se uma seta o tivesse atingido. Atordoado, teve a perceção de se encontrar numa encruzilhada. Real. À outra , a da vida, já estava habituado.
Apalpou a lonjura de cada bifurcação. Acusava algum cansaço. Nem sequer lhe apetecia ponderar que caminho seguir. Talvez a intuição ou o seu deus menor resolvessem servir de muletas e guindá-lo para um deles.
Tal como o Pinóquio, os seus pés tomaram vida e atalhou o caminho mais plano, ladeado de uns verdes semelhantes a heras, por onde despontavam umas florinhas brancas.
Mal retomou a passada larga, sentiu-se estranhamente calmo e leve. Não caminhava. Sim, caminhava, mas como se fora uma dança, avançando e recuando, volteando.
Era todo um ser a açambarcar sensações de plenitude. De deslumbramento. Reviu-se criança, nos mundos fantásticos que desenhava mentalmente e nos quais se sentia protagonista, sempre na defesa da sua menina, prisioneira de um perigo que se moldava conforme o momento.
Ainda hoje é assim. Protetor. Defensor de almas aflitas, esquecendo-se da sua, sempre na encruzilhada da vida.
Sentou-se num amontoado de heras mais espessas, parecendo-lhe um trono… Deve ter adormecido. E sonhado. E vivido a vida que é e a que queria ter.
Prosseguiu. Não soube ao certo quanto tempo ali permanecera. Sentia, intimamente, que descobrira a chave da porta há muito fechada. Renascera. Riu como há muito o não fazia. E o eco soou ao cântico do seu batizado.
Soube, a partir de então, que seria feliz! Provavelmente sempre o soube. Mas detestava estar a sós consigo mesmo!

Odete Ferreira 22-01-12

Submited by

sábado, março 3, 2012 - 22:23

Prosas :

Average: 5 (1 vote)

Odete Ferreira

imagem de Odete Ferreira
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 22 semanas 6 dias
Membro desde: 01/11/2011
Conteúdos:
Pontos: 1918

Comentários

imagem de Jorge Humberto

Quando caminhamos, surpresos de ser

Quando caminhamos, surpresos de ser, todo o bem-querer se faz presente. Porque afinal não nascemos para sermos a sós... e aí se redescobre a felicidade. Sempre um enorme pazer ler tuas prosas, querida Odete.
 

Beijinhos mil
Jorge Humberto

imagem de Odete Ferreira

P/Jorge Humberto (Afinal existe...)

Obg, amigo Jorge Humberto, pela presença e generosa apreciação.

A chave, objetivamente, tem uma função: abrir e fechar. Se, neste sentido, o processo é rápido, já metaforicamente (ou por extensão como filosofia de vida) é um

processo lento, que pode dar-se por avanços e recuos, mas sempre trazendo algo de novo. E como vale a pena apostar no ser de cada humano!

Bjo, amigosmiley

imagem de Teresa Almeida

Encatador este

Encatador este renascimento!

E, como quem bate palmas a si mesmo, riu, riu muito!

Gosto muito da tua prosa amiga Odete.

Bjuzz.

imagem de Teresa Almeida

Encatador este

Encatador este renascimento!

E, como quem bate palmas a si mesmo, riu, riu muito!

Gosto muito da tua prosa amiga Odete.

Bjuzz.

imagem de Odete Ferreira

P/ Teresa Almeida (Afinal...)

Uma vez mais, obg por deixares o teu registo sui generis, querida amiga.

Um escrito em prosa que, como em outros, são uma espécie de guião para que se procure a solução dentro de nós...

Bjossmiley no teuheart

imagem de Eduarda

um texto sublime!  por vezes

um texto sublime!  por vezes algo que parece tão simples, se torna na realidade da felicidade.

 

bj

imagem de Odete Ferreira

P/ Eduarda (Afinal existe...)

Muito grata, Eduarda, pela fruição e simpática apreciação.

Bjosmiley

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Odete Ferreira

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Poesia/Intervenção E a festa veste-se em cada madrugada 0 383 04/25/2016 - 02:29 Português
Prosas/Outros No sopé da montanha 0 311 12/30/2015 - 22:42 Português
Poesia/Meditação À míngua 0 499 12/30/2015 - 22:36 Português
Poesia/Fantasia Surrealidades 0 447 12/13/2015 - 19:07 Português
Poesia/Intervenção Não invoquem o meu nome em vão 0 576 11/25/2015 - 02:18 Português
Poesia/Fantasia Surreal XXVIII 2 407 09/05/2015 - 19:00 Português
Prosas/Outros Da alma 0 297 09/01/2015 - 19:58 Português
Poesia/Intervenção Da destemperança 0 593 08/26/2015 - 01:35 Português
Poesia/Meditação E no entre-Tanto faço caminho 0 396 07/02/2015 - 23:55 Português
Poesia/Meditação E continuamos pequeninos! 0 457 06/02/2015 - 20:15 Português
Poesia/Intervenção Nem te renego nem me nego 0 488 04/25/2015 - 02:08 Português
Poesia/Dedicado Laudatória 0 360 03/24/2015 - 19:03 Português
Poesia/Dedicado És...Mulher 0 740 03/08/2015 - 18:53 Português
Poesia/Amor Vida(s) 0 590 02/14/2015 - 18:07 Português
Poesia/Amor Moras nos meus sonhos 0 637 02/13/2015 - 16:30 Português
Poesia/Dedicado Olhares 0 912 01/22/2015 - 01:58 Português
Prosas/Outros Do exato momento da VIragem 0 641 12/30/2014 - 14:27 Português
Poesia/Geral Semeio-me de Natal 0 601 12/23/2014 - 00:14 Português
Poesia/Meditação Beleza horizontal 0 666 12/05/2014 - 20:07 Português
Poesia/Geral Tens o milagre na mão 0 541 11/17/2014 - 02:27 Português
Poesia/Dedicado E eu seguia-te 0 516 11/08/2014 - 17:06 Português
Poesia/Soneto Resgate 0 649 11/03/2014 - 01:47 Português
Poesia/Tristeza Vazios 0 675 10/21/2014 - 16:01 Português
Poesia/Geral Versos molhados 0 524 10/09/2014 - 00:52 Português
Poesia/Fantasia Da vida extraímos sinfonia 0 532 10/03/2014 - 00:57 Português