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Não Diseres: - Não te quero mais.

E aos poucos vais morrendo em mim, aos poucos, lentamente, dia após dia o resto de sentimento que havia vai se reciclando em adubo para novos acontecimentos.
Sei que acabou, sei que estas em braços que não são meus, sei que nada sobrou, nada sobrou? Sobrou, sobrou primeiro o que era chave e que aos poucos enferruja, aos poucos a chave que foste para abrir uma das portas de mim estragou-se, não por falta de cuidado, por falta de uso, pois foste chave para abrir porta trancada mas… mandei arrancar a porta e no sitio dela existe hoje uma passagem aberta para quem passar, sabe antigo amor? Sabe antiga chave? As vezes lembro-me de ti, não tenho um nome para ti hoje pois não quero te chamar de fertilizante, mas é o que és hoje em mim, sei que não estaria onde estou se contigo não me cruzasse, sei que sorri, sei que chorei e principalmente sei que vivi, mas… foste sem dizer adeus, guardei-te como chave e hoje… hoje estas enferrujada, não só pelo tempo mas pela magoa da cobardia que tiveste em não dizeres: - Não te quero mais.
Cativaste-me, amei-te e esqueceste que somos responsáveis por aqueles que cativamos, fugiste quando eu mais precisava de ti, talvez eu próprio também fugisse, na verdade eu próprio tentei fugir de mim, talvez tenhas sido responsável, talvez a resposta mais hábil que tivesses na altura fosse mesmo a fuga, só sinto pena de não teres dito de maneira clara e inequívoca: - Não te quero mais.
Sabes Fertilizante, irás aos poucos derretendo na agua que me rega, um dia destes não haverá resto de ti na terra de meu jardim, estarás por um tempo em meu sangue em minha seiva, como estas ainda, mas de meus ramos nascerão frutos que ao tempo certo serão colhidos numa qualquer primavera da vida, haverá quem desgoste haverá quem goste, haverá quem guardará semente que sempre terá um risco do traço que tatuaste em mim, igual ao traço que esta no meu tronco, haverá quem desfrute o meu jardim como tu desfrutaste, ou melhor, ou pior, quem sabe? E sabes? Mesmo que eu já não me lembre de ti, terá sempre, mesmo que ténue um ligeiro aroma a aquilo que contigo vivi.

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sexta-feira, setembro 19, 2008 - 11:50

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Veiga

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Re: Não Diseres: - Não te quero mais.

Texto bem escrito, bem enquadrado no tema!

:-)

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