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Se eu fechasse os olhos

Se eu fechasse os olhos, se os fechasse como se estivesse completamente com todas as coisas dentro do meu ser e depois eu fosse a árvore que escuta a alma abandonada dos homens. As palavras são como uma faca cravada nas costas do grito. Não me tires o amor selvagem, não me cales este grito que é o acordo entre mim e a revolta da terra. Se eu fechasse os olhos e ouvisse ao longe os homens que acordam em cada crença e morrem em cada linha em que a esperança torna a voz das multidões um momento ilegivel. Agora não quero os livros, não quero saber de crimes, nem do frio dos outros, agarrar as mãos ou agarrar as pedras, umas e outras que significado podemos encontrar que não seja a divisão, a distancia, a invisibilidade de termos a aparente convicção dos deuses que não podemos provar. Se eu fechasse os olhos e neste meu acto eu pudesse acender outro astro. Preciso de voltar a fazer aquela viagem, dizer-te que preciso de revelar todas as coisas que me oprimem, as outras que finjo na saudação diária dos dias. Se no fundo dos meus olhos eu me negasse poeta e atingisse o limite dos lugares comuns que são incapazes de magoar. Ser poeta é uma devoção e a devoção sacrifica a liberdade. Se eu fechasse os olhos, se o amor morresse para que a loucura fosse mais perfeita. Depois continuava a viagem, ia tranquilamente no caminho da intranquila memória do esquecimento das coisas

lobo 010

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quarta-feira, janeiro 27, 2010 - 21:56

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lobo

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Comentários

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Re: Se eu fechasse os olhos

Parabéns pelo belo texto.

Um abraço,
Roberto

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Re: Se eu fechasse os olhos

"Depois continuava a viagem, ia tranquilamente no caminho da intranquila memória do esquecimento das coisas"

Ler-te em embrenhar-me por labirintos, onde o tudo se encontra com o nada, e o nada é tudo o que nos faz lembrar de coisas outras e nenhumas coisas, entre todas as que esquecemos

Sempre um prazer ler-te

Beijinho

Matilde D'Ônix

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