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OMNIPRESENTO-ME AUSENTE

Descalço os pés
deste ardume de vida
que me cansa a pele de rugas.

Inevitáveis telas serão pintadas no meu rosto.

Acordo para comigo sonhar.

Caminho descalço sobre o chão
que me faço macio em poesia louca.

Mais que utopia sou louco.

A loucura é apenas poiso de pois,
carregado ao de leve nas descargas do tempo.

Omnipresento-me ausente
num bingo azarento que me adianta adiado.

Aulido montante
de despesas desmontadas nunca gastas.

Seguro os olhos em linhas desalinhadas.

Inseguras pontes
ponteadas minuciosamente
na voz megalómana dos sonhos.

Aterro no voo maleável
que dura parecer do que não é.

Fico de fora
dentro desta corrida em marcha atrás lenta
sem lente que satisfaça cegamente as visões.

Vistas nuas
que me unem ao separar
das vontades que ainda tenho por ter.

Dou passos às pantanas
pelas cambalhotas do ego fustigado por nãos.

Sins órfãos nos meus pés empeçados de fés abismais.

Rogo os bosques das minhas buscas
com fácil sancionar a razão em afirmação egoísta.
 

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sábado, janeiro 8, 2011 - 22:06

Poesia :

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Henrique

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Comentários

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Um excelente desabafo , vindo

Um excelente desabafo , vindo das entranhas do âmago ...

Muitissimo bom !!!

Beijos

Susan

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