retorno besta ao perigo do poema

de volta aos maremotos sensacionais

em dilúvios eternas linguagens

após se agaixar deitado sobre as formas

retorno apaixonado e arrependido

mas, com louros dependurados

bem medidos.

 

aparte as metas

é o que digo a mim quando sou cru

mesmo assim me entrego aos trocados

em parte os sonhos são por demência mais elegantes

e faço questão de ter meus três bocados

 

que aliança inconstante essa que a poesia propõe

ser louco e vivo a papear devaneios aos outros?

que disposição mais aterrorizante!

que intenção vazia já que pode querer dizer nada

enquanto assalta a compreensão geométrica alheia

 

e que merda de geometria que se uni e versa leis!

quando estava abestalhado não me perguntava...

agora retorno aos bestas 

que buscam entender por que a alma e o espírito deslocam-se tão bruscamente

e que abafam a própria fumaça que expiram dos poros

teimosia fruto de uma certeza ou angústia ou juntas,

um penetra na festa do erudito que nunca fez nenhum convite

pois, comparsas da regra existem antes mesmo que estejam vivos

 

e gostam disso

desembestados

sem a demência do besta.

 

odudu alves

 

 

 

 

 

 

 

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Martes, Agosto 23, 2011 - 20:15

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