Ana acorda

Cá estamos nós!
Encima das colinas de ouro.
Só que quando o inverno falecer
E nos formos,
Teremos todos os contos fora do juízo
Forçando memórias velhas
Com pontas esquecidas.

Cá estamos nós!
Balouçando com plantas feitas de ventos musicais
Nos montes sagrados desconhecidos por deus.

Comunheiras emboques pirâmides de céu
A dar pela lua
Tal qual olho virgem para o máximo de tudo.

Aproximei-me o mais perto que pude
Em Siuxs magias e feitiços amazônicos selvagens
Estrondo de selva aos arredores do mundo.
Aproximei-me sim,
Desta maneira,
O mais perto de teus mais delicados gestos

Cá estamos nós!
Naquelas mesmas sandálias onde tu calçavas o seu nome.
Travesseiros gentis deleitavam sua face
Escondidos do que agora somos
Leve na noitinha
Com delicadeza de algodão

Eu esperava não nascer
Cá estive nascido
Eu esperava que tu nasceste
Ali estiveste
Na forma de olhos de serras verdes
E pupilas de jardim
Ana acorda... NÃO! Ana, não acorde.

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Jueves, Junio 28, 2012 - 16:27

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Alcantra

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Poesia do Mundo

Tenho estado atento e tem-me surpreendido creio que é um homem do mundo que se agoniza na perturbante dor do amor, prende-se, raramente volta ao mundo, recolhe-se na sua poesia, a poesia do Mundo.

Obrigado, este é o meu pensamento.

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