PARACETAMOL HUMANO: QUANTAS GRAMAS PRESCREVER?

Ainda são muitos os Profissionais de Saúde que desconhecem (ou pelo menos não valorizam) a existência de um tipo de tratamento tão simples, tão genuíno, tão...tão... Só um doente/utente que usufrua do mesmo poderá descrever nitidamente a "tão" milagrosa eficácia deste tratamento.
Já todos nós desempenhámos uma vez na vida este papel, ao presenciarmos palcos de existência onde cada canto seu se revela obscuro. E, é nessas circunstâncias que tudo nos marca. O espaço, os lugares, as pessoas.
Se refletirmos bem, mesmo dementes, as palavras proferidas pelos utentes/doentes têm todas a sua lógica, a sua sensatez. As suas "manias" ou "impulsos" derivados dos diferentes diagnósticos não são outras senão aquelas. Pela condição individual do EU. Pela história verdadeiramente vivida, pela perceção (certa ou errada) do sentido de existência. Nem sei se existe o certo ou o errado na conjugação do verbo existir. Revela-se pertinente por isso que se respeite e se acarinhe cada utente/doente. Eles são sem se aperceberem, parte integrante do SER dos que escolhem esta profissão por amor.
E quando o sentimento é realmente verdadeiro, a magia surge como poeiras que se levantam com o passar do vento. E o encanto flui. O que antes era obscuro, torna-se claro. Se é mais fácil escurecer ensonando? Pode ser... mas nem sempre fácil significa melhor.
Não prescrevamos então a dosagem de paracetamol humano necessário. Deem sempre um pouco desta solução em cada mesa de cabeceira que passem, em todas as tarefas que façam, mesmo naquelas que aparentam ser apenas técnicas.
Nenhum tratamento é eficaz individualmente, quanto muito aliado à verdadeira arte de cuidar.
Quantas gramas então? Todas as que forem passíveis de ser administradas. Mesmo o ser humano mais "ruim" à face da terra, agradece.

CV.

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Viernes, Agosto 30, 2013 - 19:38

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