Depois da montanha

Depois da montanha
Ondas caminhantes da selva
Dentro de um monge e na berma
Abstracta do ser humano,
Sempre o rei
Que insiste ser rei onde
Nada há que se respire e só
Existe o rei leão...
Esquálido, rugido, deserto

Depois da montanha
Sim ou não, quem sabe
Os esgares entre-muros
O que determina o
Ardor solitário da fome
Ambíguo estalar
Uniforme, neste tempo sem tempo
Do absurdo pomposo?
Do silêncio perturbado?

Depois da montanha
Quem sabe porque a
Calmaria reside
No fundo dos lagos de cadáveres?
Para a ponderação do
Equilíbrio do mundo, o sabor do
Raciocínio que se deixa ir...
Um nada, ao lado de apenas ser

Dueto de Catherina e Carlos César Pacheco

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Sábado, Agosto 15, 2009 - 13:31

Poesia :

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sanderscat

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Comentarios

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Re: Depois da montanha

sanderscat,

Tenho medo de dizer o que realmente entendi, mas ficarei com a expressividade fascinante das suas palavras que fez abrir neste pobre ser o doce toque do inimaginável.

"No fundo dos lagos de cadáveres?"

Belas palavras.

Alcantra

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Re: Depois da montanha

sanderscat,

Tu devias então colocar entre aspas tal frase, já que "No fundo dos lagos de cadáveres?" não foi você quem escreveu. Sei muito bem que poesia tem que ser o sentimento de quem a lê e nunca vai ser a interpretação exata, sendo que até mesmo o poeta às vezes é posto em prova quanto a verdadeira interpretação de sua poesia. Não confunda cordialidade com inferioridade, nunca me senti inferior a nada nem a ninguém e que minha existencia é única e quando eu disse: "suas palavras que fez abrir neste pobre ser o doce toque do inimaginável.", quis dizer que perante o inimaginável eu sou pobre sim, mas é tal pobreza que me faz ser ilimitado e sempre à procura de enriquecer-me de coisas tais.

Alcantra

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Re: Depois da montanha P/ Alcantra

Alcantra, se é um dueto ou seja algo escrito por dois poetas, como é que pode haver aspas?
Se eu tivesse pegado num poema de alguém e modificado, poderia ser necessário as aspas. Mas não é o caso!
Já vi que foi erro ter dito que não escrevi a dita frase. Não volta acontecer tal erro.
Não importa saber quem escreveu o quê, mas sim o que é o poema.
Um dueto é um dueto! São dois poetas a escreverem!!!!

E o Carlos César sabe que o nosso poema dueto está publicado aqui.

Catherina

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Re: Depois da montanha P/ Alcantra

Sanderscat, tudo bem minha cara, mas como eu poderia saber, se foi um dueto onde ambos escreveram tal poesia, penso eu que nesse caso, que as idéias vieram em conjunto, então nem precisava me explicar se foi outro quem escreveu aquela frase. Eu me importei com a poesia como um todo e adorei o fluir dela juntamente com a expressividade da mesma e não sublinho apenas aquele verso, mas a poesia inteira.

Obrigado!

Alcantra

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Re: Depois da montanha P/ Alcantra

Em primeiro lugar, Alcantra não é nenhum pobre ser! Mas um ser único como todos outros que existem.

Segundo, o poema pode ter a interpretação que o leitor sentir. Por isso, é que é poesia!

E só por acaso, o verso dos cadáveres não é meu. :oops:

Catherina

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