Cansei.

Cansei de ser chuva,
Por quem nunca fui
Choverei d’enxurrada.
Cansei de chegadas

Morri de chegares,
Reclamei da estrada
Onde não passas,ou viv’alma,
Fiz do sonhar,

Milhares de coisas,
Inclusive cansar,
De pensar que o sonho
Me lavava,

E ele me levou
Ao mar covo,
onde não fui nunca,
No caminho,

Ainda pensei,
Voltar à terra,
Onde chorei enxurradas,
Por tudo e nada,

Sem caminho ou estrada,
A me tentarem,
Mudar a jornada.
Mil coisas

Inventei, mas levantei
E fui onde nunca
Cansei de ser eu,
Curva d’estrada,

Enxurrada, chuva,
Tudo ou nada,
Viv’alma, sonho,
Oxalá não chova tanto,

Pra voltar a ser
Feliz, neste
Outro quarto de lua,
Ou na rua.

Joel matos (28/03/2015)
http://joel-matos.blogspot.com

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Sábado, Marzo 3, 2018 - 10:21

Poesia :

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Bonita análise intimista
Parabéns

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feliz por o ter aqui

amigo da velha guarda

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