SONETO DO FANTOCHE

Nas mãos da mulher que eu amo, sou fantoche
E mesmo percebendo deixo-me levar
Como criança numa canção de ninar
Adormecendo sem ligar se alguém deboche

Seu tom de voz sempre meu ouvido aprecia
E ela sabe qual a nota da escala
Derruba qualquer barreira sua doce fala
Viajo no universo nessa sinfonia

Por menor tempo a tua eventual ausência
Causa em mim espaço vazio infinito
Sou estrada sem ninguém para caminhar

Pela certeza que é finita a existência
Meu medo de perdê-la é assombroso grito
E faz meu apocalipse particular.

Sérgio da Silva Teixeira
BAGÉ/RS/BRASIL.

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Miércoles, Marzo 9, 2022 - 16:04

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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Amigo Thamiel, é sempre um

Amigo Thamiel, é sempre um privilégio ter a tua leitura e comentário nas minhas postagens, principalmente pelo teu conhecimento sobre esse campo, o que faz com que eu não me sinta totalmente perdido e sem noção do que ainda escrevo.
Que teus romances tenham o reconhecimento do valor que certamente merecerão ter.
Muito obrigado e um forte abraço.

Imagen de J. Thamiel

Amigo Sérgio, Um belo soneto,

Amigo Sérgio,
Um belo soneto, parabéns. Dar parabéns ao que e
você escreve é supérfluo; você já os têm demais.

Estou ausente, pois estou me ocupando com dois romances.
Um dia eu retorno, mas somente no Facebook.
Aqui no WAF só vejo as mesmas caras e com assuntos repetidos.

Continue escrevendo, sou teu admirador.

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