Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Fecham-se as portas
E mundos estreitos tilintam luzentes
Letras de veementes vidas que morrem,
Mortes que vivem...
Psiu!
Espumas dizem bolhas em bocas brancas
Explodem em vapores refrescantes.
Limpamos o gosto salgado do choro
Da mancha, manchamos sentidos.
Tocam-se dedos de insultos...
Suor soa e sua cansaço.
Tem angústia tentando arrombar trincas
Mais uma vez há tentativa de sobrevivência
Põe-se sentido nas vozes, expressões e olhares,
Mas de repente o silêncio volta ao nada
Sons repetem gestos e visões
Manhãs são portões
Que prendem no passado o que foi:
E ainda pensar nas coisas contrárias...
Nas tardes que são mãos
E que matam manhãs envelhecidas.
Delícias de toques brincam com pensamentos
Que no fim mudam de temperamento
Tornando-se o carrasco do capuz da maldade
Torturando feridas já tapadas
Que enfim... sempre abrem-se
Os joelhos não obedecem pernas
Nem pernas obedecem medulas
Qual nome ainda é nome?
Qual ser ainda é ser...
Se somos línguas corridas em vozes fugidias?
Qual verdade ainda é verdade?
Qual desejo ainda é desejo...
Se enxergamos o que sonhamos?
E sonhamos!
E somente sobressaltamos
A vontade de ainda não ser
O que somos.
Submited by
Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 1521 reads
Add comment
other contents of Alcantra
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
|
|
Fotos/Perfil | 2421 | 0 | 3.076 | 11/24/2010 - 00:48 | Portuguese |
|
|
Fotos/Perfil | 2422 | 0 | 2.567 | 11/24/2010 - 00:48 | Portuguese |
|
|
Fotos/Perfil | 2416 | 0 | 2.329 | 11/24/2010 - 00:48 | Portuguese |
|
|
Fotos/Perfil | 2415 | 0 | 2.460 | 11/24/2010 - 00:39 | Portuguese |
|
|
Fotos/Perfil | 1963 | 0 | 2.274 | 11/24/2010 - 00:38 | Portuguese |
| Ministério da Poesia/General | Cancro à pele | 0 | 2.112 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Tangência mútua | 0 | 3.624 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Equilíbrio | 0 | 1.380 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Sociedade Morta | 0 | 2.352 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Os moinhos do norte | 0 | 2.862 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Olhos apagados | 0 | 2.500 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Lágrimas de asas | 0 | 1.725 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Arranhão do gozo | 0 | 2.769 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Notícia (Ode a Foz do Iguaçu) | 0 | 1.983 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Michelangelo | 0 | 2.597 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Estar sem estar | 0 | 2.218 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Esplêndido... esplêndido | 0 | 1.629 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/Intervención | O ESTUPRO DO MUNDO | 0 | 3.736 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Arte artista ninguém | 0 | 1.767 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ressuscite para mim meia noite santa | 0 | 2.730 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Falésias debruçadas | 0 | 1.972 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Corda ao pescoço | 0 | 3.984 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ácida cidade | 0 | 1.925 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Legionário | 0 | 2.459 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | A prata do mendigo | 0 | 3.555 | 11/19/2010 - 19:08 | Portuguese |






Comentarios
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Qual verdade ainda é verdade?
Qual desejo ainda é desejo...
Se enxergamos o que sonhamos?
E sonhamos!
E somente sobressaltamos
A vontade de ainda não ser
O que somos.
Como sempre os teus poemas, são para ir lendo e relendo devagar. Sentir que caimos em cada passagem e já nada resta quando levantamos os olhos para o céu. Se ao menos um registo ficasse, um nome para contar a história, aí seríamos a bem aventurança, ao encontro do que nos gerou e criou e não andaríamos às voltas sem saber quem somos. Tudo muda e nessa mudança em vez de nos encontrarmos, afastamo-nos cada vez mais.
Os teus poemas são muito mais do que o que se lê, representam a força, o pulsar da vida que há em ti e eu adoro ler-te,
Beijos
Matilde D'Ônix
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Alcantra :-)
Fantástico, poema.
Muito bom mesmo!!!
Abraço-luz...
mm
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Delícias de toques brincam com pensamentos
Que no fim mudam de temperamento
Tornando-se o carrasco do capuz da maldade
Torturando feridas já tapadas
Que enfim... sempre abrem-se...
Mais um excelente poema que encontro no WAF!
:-)