Rapariga da cidade

A descer sem pensar no Tempo,
Olhar para o céu inconstante
Uma rapariga da cidade que segue
Seu caminho e que repara em mim
Olho para ela e logo deixo de a ver
Para logo me sentir mal e só

São poucos os caminhos nesta
Perspectiva
Oculto sem o querer ou desejar
Viajo sem me decidir a assentar
Uma corda pendurada à espreita
Não, não sou sincero
No meu espírito
Nunca, acreditai,
Se fez luz a tal ilusão.

Depressa caminham
Devagar caminho
Passos a mais
P´ra uns
Passos a menos
P´ra outros.

O meu contributo neste mundo
Parece-me ser (até agora)
Nulo...
Um número num Bilhete de Identidade
Nele predomina o zer
Já pensei em renová-lo
P´ra mudar o retrato
Do fantasma nele inscrito
Mas o número
O mesmo será
Até que a morte nos separe.
_E viveram felizes p´ra sempre,
sem crianças e tal p´ra atrapalhar

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Viernes, Enero 15, 2010 - 16:45

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alvarofontes

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