Ribomba

Da semente caída da mão estafada
e no âmago enterrada.
Sepulta-se a esperança replicada
nas contas do xaile que a renegava.
Sepulta-se no baile dilacerante
do negro que o formava.
Húmido, da vida que então despoletava.
Ressequido, pela orbe que o rodeava.

Enterra-se a esperança de novo espancada.
E das glórias manchadas replicadas,
espreitam rebentos do entristecer. Estripado.
Fortificado no poluir absorvente.
Fortificado em peles grossas dos elefantes passantes.
Derivantes. Da manada do passado.

Estremecem os grãos calcados do invólucro-placenta,
onde o olho emana emergente.
Em dois sentidos olvidados.
O primeiro entranha-se no âmago, em malhas de raízes sucosas.
O segundo brota atrofiando o espaço que o molda.
Brota.Brota.Brota
Rematando o corpo-mãe desfolhado,
ao núcleo interino da forma púbere.

Pul-pul Sar-sar _________________ Pul-pul Sar-sar

Ribomba o núcleo materno narcotizado.

Pul-pul Sar-sar _________________ Pul-pul Sar-sar

Ribomba o rebento-homem que a encerra.

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Viernes, Marzo 14, 2008 - 00:16

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Mortisa

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Comentarios

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Re: Ribomba

Querida poetisa

Um dia os grãos hão de brotar
e delas a esperança germinar

Beijo no coração

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Re: Ribomba

A esperança sempre germina.
A contaminação que a ela empregamos é que a afrouxa.

Obrigado pelo comentário :)

Beijo*

.

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